segunda-feira, 19 de abril de 2010

ENDOMARKETING : O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES

Olá, caros amigos e leitores! Esta semana posto um artigo desenvolvido por uma leitora assídua da coluna, Regina C. Baptistel, na qual enviou-me com o intuito de colaborar também com a mesma. Trata-se de um assunto que todas as empresas deveriam estar preocupadas, desde as que tenham apenas 01 empregado até as que tem milhares: O Endomarketing. Não é minha especialidade, não sou formado em Recursos Humanos, mas nem por isso, posso dizer que não tenho conhecimento sobre este assunto, aliás, o mesmo desperta-me muito interesse tendo em vista nossa realidade atual. O que temos visto atualmente é que ainda estamos carentes sobre este assunto. Creio que aos leitores mais interessados e até aos menos avisados sobre as áreas humanas, seu entendimento se fará de maneira natural e clara.

Desejo a todos uma ótima leitura e entendimento.

Um forte abraço do amigo Vanir Predebon!

ENDOMARKETING : O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES

Regina Clara Baptistel

Pâmela Regina

Este artigo tem como objetivo mostrar a importância do endomarketing para o sucesso das organizações.

O Endomarketing é um programa que muitas empresas adotam, pois visa a valorização do cliente interno, através de várias ferramentas, como, por exemplo, a comunicação interna, a qualidade de vida no trabalho, satisfação, motivação, programa de carreiras, entre outras.

Segundo Ana Lisa Medeiros Brum (2003), endomarketing é todo o esforço feito pela empresa, no sentido de melhorar a informação, estabelecendo maior aproximação com o colaborador. É o mesmo esforço utilizado para se comunicar com o consumidor, só que voltado para o cliente interno. A comunicação para ambos pode ser através de jornal, rádio, televisão, panfleto, cartaz, etc., só que para dentro da empresa, numa esfera menor.

A comunicação interna é fundamental para o sucesso de uma organização, pois destina a manter o quadro de pessoal sempre informado do que ocorre na empresa dando margem a motivação, satisfação e participação. Isso proporciona o sucesso da organização, pois quando há satisfação interna, o resultado será sentido por toda a organização e, logicamente, no cliente externo, através das necessidades atendidas e satisfeitas. É importante a empresa valorizar seu colaborador porque ele faz parte do processo de conquista, encantamento e fidelização do cliente externo. Tudo o que é feito para o colaborador, positivo ou negativo, reflete diretamente no cliente externo.

A grande dificuldade de adaptações das empresas na implantação de endomarketing, segundo Saul Faingaus Bekin (2004), é que força mudanças exigindo empenho, esforço e determinação, pois traz consequências tanto positivas como negativas para o processo de endomarketing. Positivas por estarem gerando benefícios aos envolvidos e negativas por incomodarem os acomodados.

O primeiro passo é ter um diagnóstico do ambiente interno da empresa. Através da contratação de uma consultoria é possível avaliar a situação atual, analisando normas, procedimentos, clima organizacional e também uma pesquisa com os clientes externos para saber da satisfação pelos serviços prestados.

Como qualquer outro programa implantado em uma empresa, o endomarketing também deve adaptar-se à realidade desta. É preciso identificar as prioridades, verificar os pontos frágeis da empresa para que sejam corrigidos e aí o endomarketing entra em ação, na medida certa.

O capital humano é de fundamental importância para qualquer empresa, pois de nada adianta ter equipamentos de última geração, tecnologia de ponta se não há colaboradores satisfeitos. Haverá turn-over e isso, certamente gerará despesas, custos altos pois a todo momento há uma pessoa nova na organização, tendo que aprender tudo. Isso levará um tempo para que este colaborador esteja apto a desempenhar sua função a contento. Muito mais fácil é valorizar, incentivar, motivar, recompensar os colaboradores que já estão na empresa, aguardando uma oportunidade de crescimento e reconhecimento pelo esforço desempenhado.

De nada resolve implantar o programa se não for “alimentado” diariamente. É como uma mudinha de flor: é preciso regá-la, cuidá-la todos os dias para que ela cresça e dê flores lindas, caso contrário, ela morrerá e todo o investimento que se fez foi em vão.

Colaboradores insatisfeitos com as condições de trabalho farão uma contra-propaganda da empresa com a sensação de descontentamento que os dominam.

Tive a oportunidade de fazer um trabalho com uma empresa que tem o programa de endomarketing. É visível o resultado. A satisfação do cliente interno é muito elevada, não só do colaborador em si, mas da família também, afinal, o programa é estendido indiretamente aos familiares. Como exemplo, esta empresa desenvolveu um projeto de formação do ensino fundamental aos colaboradores, criando um espaço dentro da organização para que pudessem estudar, contratou profissionais qualificados, forneceu todo o material didático e, ao final do curso, houve formatura com a participação dos familiares para prestigiar aquele momento de muito valor e importância aos envolvidos.

É preciso sentir-se bem ao despertar e sair para o trabalho e este deve ser prazeroso e não um “martírio”.

Gosto muito de repetir uma frase da Ana Lisa M. Brum: “Fazer o que se gosta não deve ser um ponto de partida, mas sim o ponto de chegada de todo e qualquer ser humano.

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