"...Não Entendíamos a formação de pensamentos, nem de pensadores. Eu estava doente, formando pessoas doentes, para uma sociedade doente.
Fingia que educava e eles fingiam que aprendiam. E os diplomas sacramentavam nossa peça teatral. "
Trecho retirado do livro "O Vendedor de Sonhos" de Augusto Cury
Qualquer semelhança (pode ter certeza), NÃO é mera coincidência!!!
(PREDEBON.COM) Este Blog tem por finalidade, troca de informações culturais, filosóficas, políticas, econômicas, entre outras; de cunho relevante para o desenvolvimento social e intelectual de qualquer que seja o interessado em ler tais (nem tão bem) traçadas linhas... Um saluto do amigo, Vanir Predebon
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Currais, Cruzadas, Amazônias e Sandinos
Olá caros leitores, por meio deste venho pedir desculpas pela falta de comparecimento, falta essa, justifico agora pela falta de tempo. Tempo este que é o que menos temos a cada dia que passa. Também pudera, cada vez mais trabalhamos para pagarmos nossos impostos, neste impávido e colosso (custo)Brasil. Mas isso é assunto para a seguir. Demorei para escrever, mas quando me coloquei para tal, havia vontade de desabafar.
Escreverei em 4 subtítulos enumerados/lincados nesta ordem: Currais, Cruzadas Contra... , Amazônia Urbana e Sandinismo.
Creio que os que lerem este artigo , de um jeito, ou outro, (ou não, risos) irão identificar os pontos aqui debatidos com muita clareza(assim espero).
E aos críticos e fanáticos de plantão, desde já deixo claro que a coluna não deixará espaço para manifestações partidárias e de cunho pessoal, nem para comentários “umbigocentristas”.
Tecla Sap – Umbigocentrismo(de minha autoria): é a crença ou teoria em que o seu umbigo é o centro do universo e tudo gira em torno dele.
“Empreendedorismo sustentável, é o que precisamos. É o que o povo trabalhador-empreendedor precisa.”
Valdecir A. Predebon
CURRAIS
É tempo de política, é tempo de eleições. Isso poderia ser escrito com muito entusiasmo, ou orgulho, se não fosse irônico de minha parte, pois não combina com a realidade nacional, nem de longe.
O subtítulo acima descrito, tem o intuito de homenagear a política nacional atual no que diz respeito as eleições vindouras.
A força dos pequenos partidos cada vez mais toma espaço e a politicagem “marmoteira” articula com seus “cupinchas” cada vez mais no intuito de manterem-se no poder a qualquer custo.
Também tem outra faceta sobre o assunto: cada curral novo, mais “tetas”(leia-se cargos públicos, quer seja de confiança ou não) precisam ser “criadas” para que possam tirar o seu sustento(leia-se mamar).
Ler mais em http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,reforma-pode-transformar-partido-em-curral-diz-pesquisador,405545,0.htm
CRUZADAS CONTRA... ( CONTRA O QUÊ MESMO???)
Nestes tempos de indignação, todos saímos em bravatas, hurrando aos quatro ventos que gostaríamos de reformas, que está tudo errado. Aliás, ESTÁ tudo errado, porém o que podemos fazer contra tudo que acontece, se todas mazelas estão caindo na condição de normalidade?
Nós brasileiros, não temos gana de mudança e dificilmente essa condição mudará. Panelaço por aqui nunca foi visto. Nos últimos anos o máximo que vimos foi um bando de adolescentes (na qual eu me incluo) com caras pintadas de guache, pedindo a saída de um jovem presidente, eleito pelo povo (o primeiro pelo voto direto) pois o mesmo era acusado de desviar verbas...o resto desta história todo mundo sabe...
Além do mais, todos nós, a grande maioria dos brasileiros, como já diziam os Engenheiros do Hawaii, estamos “longe demais da(s) Capital(is)”.
Como mudar algumas características adquiridas desde o tempo da monarquia? Escravatura, Capitanias hereditárias, depois com as Oligarquias, e mais recentemente... não sei, me perdi, não sei mais o que estamos vivendo atualmente, o certo é que é uma lavagem cerebral disfarçada, em que um certo casal de senhores, que intutulam-se a bola da vez, vão para a televisão e dizem que está tudo muito bem, tudo muito bom, que não houve mensalão, que o o Brasil não pode se curvar perante o Big Stick americano. Porém os mesmos, não se encontram mais na condição de pagadores de impostos, nem de usuários da saúde pública, nem do ensino público, nem nas condições de produtores, empreendedores entre outros seres batalhadores pela sobrevivência diária.
O governo liberou créditos e exigiu que as faculdades particulares dessem mais vagas aos carentes, aos negros, mas por onde anda o MEC para exigir que as faculdades particulares tenham um ensino condizente com o preço que é pago pelas suas mensalidades? Quantos estudantes você conhece que sai da faculdade formado e não sabe atuar em sua área? Quanto tempo terão que estudar estes profissionais ainda depois de se formar para aprender enfim algo????
E onde andam as faculdade federais? O número de vagas em Universidades Federais é praticamente o mesmo que a 30 anos atrás, quanto nosso país tinha pouco mais de 100.000.000 de habitantes. Estudo técnico federal(leia-se gratuito e de qualidade), onde encontramos? Em número suficiente para a carência nacional??? Essa é a questão....
O programa fome zero nada mais é do que parte de um programa de pão e circo, onde o programa em si é o pão e o circo, todos nós pelo menos deveríamos saber o que é neste país.
“Mantei-vos ignorantes ó povinho medíocre pois assim podemos nos manter no poder, continueis parando um país para assistir nossa seleção e um mês inteiro para festejar é pouco, deveríamos instituir 60 dias de carnaval para podermos produzir mais cultura, riquezas, nossa popularidade internacional irá aumentar como nunca...”
A violência a cada dia está maior, e há anos viemos dizendo que vivemos uma guerra civil invisível, só não vê quem não quer.
Certo dia, assistia um documentário sobre os conflitos na região da Caxemira. A conversa era entre alguns adolescentes do Paquistão e um adolescente da Caxemira, região paquistanesa que quer sua independência a anos. Onde conflitos armados foram constantes no cotidiano dos seus civis e o clima lá sempre foi dos mais tensos. O que ouvi, não comoveria nem o mais sensível dos brasileiros. O que acontece hoje no Brasil, chacinas, assassinatos com níveis de crueldade e perversidade jamais vistos, até rituais de magia negra estão no cotidiano freqüente das causas de assassinato por estas terras,...
E por último e não menos importante, o subtítulo destes parágrafos nos remete às cruzadas religiosas, onde muito sangue rolou naqueles idos, pois o que vivemos hoje é diferente????? Em nome de que ???? isso não sei responder....
AMAZÔNIA URBANA ( x CURRAL GAUDÉRIO )
Quando escuto a Renata Vasconcelos anunciar no Jornal Nacional a reportagem sobre a Amazônia Urbana chega me causar uns 5 tipos de enjôo. Não pela repórter, pois por sinal, em minha casa, somos fãs dela... mas pelas inacreditáveis histórias que escutamos sobre o pulmão do mundo. Todos sabemos do grande desmatamento que a Amazônia sofre, em tempos em que o mundo está literalmente derretendo, e ainda assim escutamos falar de progresso por aquelas paragens. Tentativas frustradas já são conhecidas ( Transamazônica, Fordlândia, entre outros ).
Tudo em nome da “soberania nacional”. Mas que soberania? no programa de 4ª feira, 21 de Julho de 2010, quem assistiu ficou sabendo que o maior município do mundo (Altamira) está a 1.100 km (sim , isso mesmo , mil e cem kilômetros, distância de Porto Alegre a São Paulo) de um de seus distritos, na qual luta para se emancipar e já conta com 18.000 habitantes. Então voltando a pergunta acima, que soberania é essa? Uma escola neste distrito é um braço de uma escola instalada em Altamira.
Todos sabemos que o Brasil tem centenas, senão milhares de cidadezinhas com cerca de 3.000 habitantes, com seus vereadores, seu curral político, seu prefeito, suas “tetas” e seus “mamadores” , e nem por isso, essas cidadezinhas são propriamente ou necessariamente urbanas e/ou urbanizadas.
Precisamos sim é “urbanizar” a mente destes políticos, que não tem noção nenhuma do que é urbanização, qualidade de vida, espaço público, condições de socialização, distribuição de renda, entre outros.
Distribuir Renda não é criar cargos públicos(leia-se políticos) para povoar uma localidade.
Se simplesmente uma localidade como essa acima mencionada de 18.000 pessoas fosse emancipada, talvez eles conseguiriam desenvolver-se um pouco mais, com suas próprias forças.
Sabe-se de fonte segura que na Amazônia, pouco se produz atualmente, além de vastas “cachaçadas” pois com salário família, cargos públicos, entre outras “benesses”... trabalhar pra quê?
Em contra partida, muitas das cidadezinhas mencionadas com cerca de 3.000 habitantes (fui otimista, algumas não chegam a ter 100, se as mesmas deixassem de ser cidades e voltarem a ser distritos de suas cidades mães. Nestas condições, quanto a máquina pública iria economizar? Aliás, o Rio Grande do Sul é campeão neste quesito.
Por aqui, temos a “honra” de ser o maior Curral, quase 9 % do número de municípios do país encontra-se em solo gaúcho. São 496 dos 5546 municípios do Brasil, (em breve seremos 497, pois mais um curral se forma pela encosta superior do Nordeste gaúcho). Veja bem , somos o Estado com o maior número de Municípios, e também um estado campeão de déficit público se comparado com sua renda percapita, coincidência não?
E ainda assim, continuamos ouvindo por estas paragens frases do tipo “-Tem que emancipar mesmo.”, “-Vai ter mais progresso, vai sobrar mais dinheiro pra nós investir.”, “É mais dinheiro que vai vir para a região.” ... Pena que o progresso e o investimento sejam canchas de bocha e salões da comunidade como nunca se viu antes, e o dinheiro que vem para a região, vem mesmo, mas acaba sempre no bolso de alguns, os de sempre é claro.
SANDINISMO
O que você vai ler abaixo, são trechos coletados do wikipedia e disponíveis no google, não me responsabilizando assim por tais textos.
A Nicarágua é um país pequeno e pobre da América Central. Durante o século XIX e começo do século XX, sofreu diversas invasões de tropas norte-americanas. A partir dos anos 30, o poder ficou com a rica família Somoza, proprietária de quase metade dos bens do país.
Nos anos 70, grupos guerrilheiros de várias tendências políticas formaram a Frente Sandinista. Em 1979, a Revolução Sandinista saiu vitoriosa.
Os Sandinistas
Augusto César Sandino formou um exército de camponeses para combater os latifundiários e a intervenção militar dos EUA em seu país - de 1927 a 1933. Foi traído pelo ditador Anastasio Somoza (pai) e assassinado em 1934.
Nos anos 70, os guerrilheiros que combatiam Anastasio Somoza (filho) assumiram o nome de sandinistas por se considerarem parte do movimento de luta popular iniciado por Sandino quarenta anos antes. Formaram a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), que unia comunistas, social-democratas e liberais radicais.
O Fracasso da Revolução Sandinista
Desde que os EUA empreenderam sua primeira incursão na Nicarágua, em 1855, o país já fora invadido quatro vezes por forças militares estrangeiras, sendo 1979 o ano em que as massas nicaragüenses impuseram uma derrota ao imperialismo e seu governo títere. A revolução sandinista foi a última experiência vitoriosa de insurreição popular até hoje, mas a política da direção reformista aglutinada na Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) sufocou todas as perspectivas da Nicarágua se tornar um Estado operário e, em conseqüência disso, de se tornar independente do imperialismo e abrir um novo caminho para o seu desenvolvimento nacional.Trinta anos após a revolução, hoje a FSLN não só convive pacificamente com os exploradores e assassinos do povo, como fez de tudo nessas três últimas décadas para defender o Estado burguês, a conciliação de classes e a propriedade privada. Se, por um lado, o imperialismo norte-americano procurou levar o país ao seu colapso econômico e social, financiando na década de 80 uma guerra civil que levou à morte de mais de 50 mil pessoas, a política levada pela FSLN e seu principal dirigente, Daniel Ortega, levou a revolução para um beco sem saída, forçando a marcha do processo revolucionário através da colaboração política com o imperialismo e seus agentes locais em um regime de comum acordo, de fachada democrática.
O fracasso do sandinismo é um resultado de sua política em comum com os inimigos da revolução, das suas concessões políticas e econômicas e de sua repressão contra setores verdadeiramente revolucionários.
FSLN e a burguesia nacional se unificaram para depor o regime de Anastásio Somoza em torno de um ponto em comum. Num primeiro momento, esta união foi apresentada como uma manobra política “tática”, mas após a deposição do governo, a aliança se manteve sob a bandeira da “reconstrução nacional” da Nicarágua, devastada pela ditadura sangrenta contra as massas. Esta política “estratégica” – unidade nacional, democracia pluralista – permanece, no entanto, até os dias de hoje e serve unicamente aos interesses da burguesia, impondo uma barreira à organização proletária independente.
A revolução iniciada pelos trabalhadores nicaragüenses foi desviada, no auge de seu decurso, por uma reforma política que resguardasse acima de tudo a manutenção do Estado burguês. Os exploradores nacionais, em completa decadência frente ao regime pró-imperialista de Somoza, forçaram seu caminho até a direção da revolução através da aliança com a Frente Sandinista.
Bem, voltando aos meus mal-traçados subtítulos, o que quis aqui, foi colocar alguns aspectos e peculiaridades que nos fazem ver o porque de não termos saúde e educação pública de qualidade, porque muitos ainda enfeitam seus jardins com esgotos a céu aberto, ou vivem ainda em palafitas, casebres de latão, ou de papelão. Não vivemos em uma nação, vivemos em uma vala, onde corre muito dinheiro e no final, vai parar tudo no mesmo lugar...
A propósito, vocês sabiam que na Nicarágua também existe um programa fome zero? (Hambre Zero em espanhol), só que lá ao invés de dinheiro, o povo recebe animais(matrizes), ou alimentos(mudas) , mas ainda assim não deixa de ser manobra populista, pois falta uma parte, saber de onde vem as mudas e as matrizes, o povo não aprende a criar ou procriar suas mudas e matrizes, nem recebe uma quantia suficiente para tal.
Ao estudar a história deste país, descobri que lá também existiu uma Cruzada, a Cruzada Nacional contra o Analfabetismo, que mobilizou o país inteiro em busca de alfabetização. Causa essa que ainda é um problema neste país. Coincidência ou não, a esquerda assumiu, mas parece que o poder nas mãos erradas não promovem muitas mudanças, só o passar dos anos pôde mostrar isso, foi o que que aconteceu nestes 30 anos.
E nós, aqui no Brasil, 20 anos serão o bastante para vermos que ainda teremos uma infinidade de problemas??????
Fica aqui meu abraço e reflitam sobre seus votos.
Um forte abraço do amigo
Vanir Predebon
Escreverei em 4 subtítulos enumerados/lincados nesta ordem: Currais, Cruzadas Contra... , Amazônia Urbana e Sandinismo.
Creio que os que lerem este artigo , de um jeito, ou outro, (ou não, risos) irão identificar os pontos aqui debatidos com muita clareza(assim espero).
E aos críticos e fanáticos de plantão, desde já deixo claro que a coluna não deixará espaço para manifestações partidárias e de cunho pessoal, nem para comentários “umbigocentristas”.
Tecla Sap – Umbigocentrismo(de minha autoria): é a crença ou teoria em que o seu umbigo é o centro do universo e tudo gira em torno dele.
“Empreendedorismo sustentável, é o que precisamos. É o que o povo trabalhador-empreendedor precisa.”
Valdecir A. Predebon
CURRAIS
É tempo de política, é tempo de eleições. Isso poderia ser escrito com muito entusiasmo, ou orgulho, se não fosse irônico de minha parte, pois não combina com a realidade nacional, nem de longe.
O subtítulo acima descrito, tem o intuito de homenagear a política nacional atual no que diz respeito as eleições vindouras.
A força dos pequenos partidos cada vez mais toma espaço e a politicagem “marmoteira” articula com seus “cupinchas” cada vez mais no intuito de manterem-se no poder a qualquer custo.
Também tem outra faceta sobre o assunto: cada curral novo, mais “tetas”(leia-se cargos públicos, quer seja de confiança ou não) precisam ser “criadas” para que possam tirar o seu sustento(leia-se mamar).
Ler mais em http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,reforma-pode-transformar-partido-em-curral-diz-pesquisador,405545,0.htm
CRUZADAS CONTRA... ( CONTRA O QUÊ MESMO???)
Nestes tempos de indignação, todos saímos em bravatas, hurrando aos quatro ventos que gostaríamos de reformas, que está tudo errado. Aliás, ESTÁ tudo errado, porém o que podemos fazer contra tudo que acontece, se todas mazelas estão caindo na condição de normalidade?
Nós brasileiros, não temos gana de mudança e dificilmente essa condição mudará. Panelaço por aqui nunca foi visto. Nos últimos anos o máximo que vimos foi um bando de adolescentes (na qual eu me incluo) com caras pintadas de guache, pedindo a saída de um jovem presidente, eleito pelo povo (o primeiro pelo voto direto) pois o mesmo era acusado de desviar verbas...o resto desta história todo mundo sabe...
Além do mais, todos nós, a grande maioria dos brasileiros, como já diziam os Engenheiros do Hawaii, estamos “longe demais da(s) Capital(is)”.
Como mudar algumas características adquiridas desde o tempo da monarquia? Escravatura, Capitanias hereditárias, depois com as Oligarquias, e mais recentemente... não sei, me perdi, não sei mais o que estamos vivendo atualmente, o certo é que é uma lavagem cerebral disfarçada, em que um certo casal de senhores, que intutulam-se a bola da vez, vão para a televisão e dizem que está tudo muito bem, tudo muito bom, que não houve mensalão, que o o Brasil não pode se curvar perante o Big Stick americano. Porém os mesmos, não se encontram mais na condição de pagadores de impostos, nem de usuários da saúde pública, nem do ensino público, nem nas condições de produtores, empreendedores entre outros seres batalhadores pela sobrevivência diária.
O governo liberou créditos e exigiu que as faculdades particulares dessem mais vagas aos carentes, aos negros, mas por onde anda o MEC para exigir que as faculdades particulares tenham um ensino condizente com o preço que é pago pelas suas mensalidades? Quantos estudantes você conhece que sai da faculdade formado e não sabe atuar em sua área? Quanto tempo terão que estudar estes profissionais ainda depois de se formar para aprender enfim algo????
E onde andam as faculdade federais? O número de vagas em Universidades Federais é praticamente o mesmo que a 30 anos atrás, quanto nosso país tinha pouco mais de 100.000.000 de habitantes. Estudo técnico federal(leia-se gratuito e de qualidade), onde encontramos? Em número suficiente para a carência nacional??? Essa é a questão....
O programa fome zero nada mais é do que parte de um programa de pão e circo, onde o programa em si é o pão e o circo, todos nós pelo menos deveríamos saber o que é neste país.
“Mantei-vos ignorantes ó povinho medíocre pois assim podemos nos manter no poder, continueis parando um país para assistir nossa seleção e um mês inteiro para festejar é pouco, deveríamos instituir 60 dias de carnaval para podermos produzir mais cultura, riquezas, nossa popularidade internacional irá aumentar como nunca...”
A violência a cada dia está maior, e há anos viemos dizendo que vivemos uma guerra civil invisível, só não vê quem não quer.
Certo dia, assistia um documentário sobre os conflitos na região da Caxemira. A conversa era entre alguns adolescentes do Paquistão e um adolescente da Caxemira, região paquistanesa que quer sua independência a anos. Onde conflitos armados foram constantes no cotidiano dos seus civis e o clima lá sempre foi dos mais tensos. O que ouvi, não comoveria nem o mais sensível dos brasileiros. O que acontece hoje no Brasil, chacinas, assassinatos com níveis de crueldade e perversidade jamais vistos, até rituais de magia negra estão no cotidiano freqüente das causas de assassinato por estas terras,...
E por último e não menos importante, o subtítulo destes parágrafos nos remete às cruzadas religiosas, onde muito sangue rolou naqueles idos, pois o que vivemos hoje é diferente????? Em nome de que ???? isso não sei responder....
AMAZÔNIA URBANA ( x CURRAL GAUDÉRIO )
Quando escuto a Renata Vasconcelos anunciar no Jornal Nacional a reportagem sobre a Amazônia Urbana chega me causar uns 5 tipos de enjôo. Não pela repórter, pois por sinal, em minha casa, somos fãs dela... mas pelas inacreditáveis histórias que escutamos sobre o pulmão do mundo. Todos sabemos do grande desmatamento que a Amazônia sofre, em tempos em que o mundo está literalmente derretendo, e ainda assim escutamos falar de progresso por aquelas paragens. Tentativas frustradas já são conhecidas ( Transamazônica, Fordlândia, entre outros ).
Tudo em nome da “soberania nacional”. Mas que soberania? no programa de 4ª feira, 21 de Julho de 2010, quem assistiu ficou sabendo que o maior município do mundo (Altamira) está a 1.100 km (sim , isso mesmo , mil e cem kilômetros, distância de Porto Alegre a São Paulo) de um de seus distritos, na qual luta para se emancipar e já conta com 18.000 habitantes. Então voltando a pergunta acima, que soberania é essa? Uma escola neste distrito é um braço de uma escola instalada em Altamira.
Todos sabemos que o Brasil tem centenas, senão milhares de cidadezinhas com cerca de 3.000 habitantes, com seus vereadores, seu curral político, seu prefeito, suas “tetas” e seus “mamadores” , e nem por isso, essas cidadezinhas são propriamente ou necessariamente urbanas e/ou urbanizadas.
Precisamos sim é “urbanizar” a mente destes políticos, que não tem noção nenhuma do que é urbanização, qualidade de vida, espaço público, condições de socialização, distribuição de renda, entre outros.
Distribuir Renda não é criar cargos públicos(leia-se políticos) para povoar uma localidade.
Se simplesmente uma localidade como essa acima mencionada de 18.000 pessoas fosse emancipada, talvez eles conseguiriam desenvolver-se um pouco mais, com suas próprias forças.
Sabe-se de fonte segura que na Amazônia, pouco se produz atualmente, além de vastas “cachaçadas” pois com salário família, cargos públicos, entre outras “benesses”... trabalhar pra quê?
Em contra partida, muitas das cidadezinhas mencionadas com cerca de 3.000 habitantes (fui otimista, algumas não chegam a ter 100, se as mesmas deixassem de ser cidades e voltarem a ser distritos de suas cidades mães. Nestas condições, quanto a máquina pública iria economizar? Aliás, o Rio Grande do Sul é campeão neste quesito.
Por aqui, temos a “honra” de ser o maior Curral, quase 9 % do número de municípios do país encontra-se em solo gaúcho. São 496 dos 5546 municípios do Brasil, (em breve seremos 497, pois mais um curral se forma pela encosta superior do Nordeste gaúcho). Veja bem , somos o Estado com o maior número de Municípios, e também um estado campeão de déficit público se comparado com sua renda percapita, coincidência não?
E ainda assim, continuamos ouvindo por estas paragens frases do tipo “-Tem que emancipar mesmo.”, “-Vai ter mais progresso, vai sobrar mais dinheiro pra nós investir.”, “É mais dinheiro que vai vir para a região.” ... Pena que o progresso e o investimento sejam canchas de bocha e salões da comunidade como nunca se viu antes, e o dinheiro que vem para a região, vem mesmo, mas acaba sempre no bolso de alguns, os de sempre é claro.
SANDINISMO
O que você vai ler abaixo, são trechos coletados do wikipedia e disponíveis no google, não me responsabilizando assim por tais textos.
A Nicarágua é um país pequeno e pobre da América Central. Durante o século XIX e começo do século XX, sofreu diversas invasões de tropas norte-americanas. A partir dos anos 30, o poder ficou com a rica família Somoza, proprietária de quase metade dos bens do país.
Nos anos 70, grupos guerrilheiros de várias tendências políticas formaram a Frente Sandinista. Em 1979, a Revolução Sandinista saiu vitoriosa.
Os Sandinistas
Augusto César Sandino formou um exército de camponeses para combater os latifundiários e a intervenção militar dos EUA em seu país - de 1927 a 1933. Foi traído pelo ditador Anastasio Somoza (pai) e assassinado em 1934.
Nos anos 70, os guerrilheiros que combatiam Anastasio Somoza (filho) assumiram o nome de sandinistas por se considerarem parte do movimento de luta popular iniciado por Sandino quarenta anos antes. Formaram a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), que unia comunistas, social-democratas e liberais radicais.
O Fracasso da Revolução Sandinista
Desde que os EUA empreenderam sua primeira incursão na Nicarágua, em 1855, o país já fora invadido quatro vezes por forças militares estrangeiras, sendo 1979 o ano em que as massas nicaragüenses impuseram uma derrota ao imperialismo e seu governo títere. A revolução sandinista foi a última experiência vitoriosa de insurreição popular até hoje, mas a política da direção reformista aglutinada na Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) sufocou todas as perspectivas da Nicarágua se tornar um Estado operário e, em conseqüência disso, de se tornar independente do imperialismo e abrir um novo caminho para o seu desenvolvimento nacional.Trinta anos após a revolução, hoje a FSLN não só convive pacificamente com os exploradores e assassinos do povo, como fez de tudo nessas três últimas décadas para defender o Estado burguês, a conciliação de classes e a propriedade privada. Se, por um lado, o imperialismo norte-americano procurou levar o país ao seu colapso econômico e social, financiando na década de 80 uma guerra civil que levou à morte de mais de 50 mil pessoas, a política levada pela FSLN e seu principal dirigente, Daniel Ortega, levou a revolução para um beco sem saída, forçando a marcha do processo revolucionário através da colaboração política com o imperialismo e seus agentes locais em um regime de comum acordo, de fachada democrática.
O fracasso do sandinismo é um resultado de sua política em comum com os inimigos da revolução, das suas concessões políticas e econômicas e de sua repressão contra setores verdadeiramente revolucionários.
FSLN e a burguesia nacional se unificaram para depor o regime de Anastásio Somoza em torno de um ponto em comum. Num primeiro momento, esta união foi apresentada como uma manobra política “tática”, mas após a deposição do governo, a aliança se manteve sob a bandeira da “reconstrução nacional” da Nicarágua, devastada pela ditadura sangrenta contra as massas. Esta política “estratégica” – unidade nacional, democracia pluralista – permanece, no entanto, até os dias de hoje e serve unicamente aos interesses da burguesia, impondo uma barreira à organização proletária independente.
A revolução iniciada pelos trabalhadores nicaragüenses foi desviada, no auge de seu decurso, por uma reforma política que resguardasse acima de tudo a manutenção do Estado burguês. Os exploradores nacionais, em completa decadência frente ao regime pró-imperialista de Somoza, forçaram seu caminho até a direção da revolução através da aliança com a Frente Sandinista.
Bem, voltando aos meus mal-traçados subtítulos, o que quis aqui, foi colocar alguns aspectos e peculiaridades que nos fazem ver o porque de não termos saúde e educação pública de qualidade, porque muitos ainda enfeitam seus jardins com esgotos a céu aberto, ou vivem ainda em palafitas, casebres de latão, ou de papelão. Não vivemos em uma nação, vivemos em uma vala, onde corre muito dinheiro e no final, vai parar tudo no mesmo lugar...
A propósito, vocês sabiam que na Nicarágua também existe um programa fome zero? (Hambre Zero em espanhol), só que lá ao invés de dinheiro, o povo recebe animais(matrizes), ou alimentos(mudas) , mas ainda assim não deixa de ser manobra populista, pois falta uma parte, saber de onde vem as mudas e as matrizes, o povo não aprende a criar ou procriar suas mudas e matrizes, nem recebe uma quantia suficiente para tal.
Ao estudar a história deste país, descobri que lá também existiu uma Cruzada, a Cruzada Nacional contra o Analfabetismo, que mobilizou o país inteiro em busca de alfabetização. Causa essa que ainda é um problema neste país. Coincidência ou não, a esquerda assumiu, mas parece que o poder nas mãos erradas não promovem muitas mudanças, só o passar dos anos pôde mostrar isso, foi o que que aconteceu nestes 30 anos.
E nós, aqui no Brasil, 20 anos serão o bastante para vermos que ainda teremos uma infinidade de problemas??????
Fica aqui meu abraço e reflitam sobre seus votos.
Um forte abraço do amigo
Vanir Predebon
segunda-feira, 21 de junho de 2010
o Tripé da Mudança
Clique no link abaixo e acesse a postagem
https://docs.google.com/Doc?docid=0AT9SvH2IXO0SZGhwNmg4NTNfNTVmZ3BnNm52ag&hl=en
Por : Rui Carlos Pizzato
HSM On Line
12/08/2009
https://docs.google.com/Doc?docid=0AT9SvH2IXO0SZGhwNmg4NTNfNTVmZ3BnNm52ag&hl=en
Por : Rui Carlos Pizzato
HSM On Line
12/08/2009
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Resenha | "Good to Great" Empresas Feitas para Vencer - Jim Collins
Clique no link abaixo e acesse o documento
http://docs.google.com/Doc?docid=0AT9SvH2IXO0SZGhwNmg4NTNfNDdnajU2eDhnYg&hl=en
Documento com destaques para anotações relevantes
Méritos ao Aluno e amigo Gerson Gellatti
forte abraço e boa compreensão
do amigo
Vanir Predebon
http://docs.google.com/Doc?docid=0AT9SvH2IXO0SZGhwNmg4NTNfNDdnajU2eDhnYg&hl=en
Documento com destaques para anotações relevantes
Méritos ao Aluno e amigo Gerson Gellatti
forte abraço e boa compreensão
do amigo
Vanir Predebon
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O E-Mito e o Surto Empreendedor
Eles se intoxicam de tal forma com trabalho que não vêem como realmente são.
Aldous Huxley
O E-Mito
Olá amigos, como sempre afirmo, empreender não é para principiantes(risos) e a cada dia que passa percebo quanto “Surtados”, todos nós estamos . Tentarei começar este artigo de forma humorada, porém cruel. A maioria de nós imagina um típico empreendedor como um homem ou mulher, enfrentando tudo e a todos, desafiando bravamente as dificuldades imensuráveis, a natureza, e outras forças que não convêem aqui novamente mencionar. Tudo isso com muito entusiasmo e animação – tudo isso para concretizar o sonho de montar o próprio negócio.
Aqui parafraseio o escritor Michael Gerber – “Essa lenda tem um ranço de nobreza, arrogância e esforço sobre-humano de um compromisso prodigioso com ideais maiores que a vida” .
Quanto a existência de tais pessoas, todos sabemos que o descrito acima é raro, e de tantos empresários que conhecemos poucos são verdadeiros empreendedores, e que na maioria das vezes, a animação e entusiasmo se dissipou rapidamente. Mas todos eles não foram um dia empreendedores? Onde está o empreendedor que abriu o negócio?
Segundo Michael Gerber, a resposta é simples: “O empreendedor só existiu por um momento, um instante fugaz; depois ele se foi e, na maioria das vezes, para sempre. Entretanto se um empreendedor tiver sobrevivido, terá sido como um mito , que nasceu por equívoco em relação a quem abre um negócio e porquê; um equívoco que tem nos custado caro – mais do que podemos imaginar – com perdas de recursos e oportunidades e com o desperdício de nossas vidas”. Esse mito, ou equívoco, é que ele chama de E-mito, o mito do empreendedor, uma crença romântica de que as pequenas empresas são abertas por empreendedores, quando, na verdade, a maioria não é.
O Surto Empreendedor
Para entender melhor esta historinha e o tal equívoco, vamos analisar através de uma pequena fábula, como geralmente se entra no mundo dos negócios, não depois da pessoa abrir a empresa, vamos começar desde antes disso.
O doce aroma de tortas fresca invadiu o ar. Eram sete da manhã e “Tudo sobre Tortas” ia abrir as portas em meia hora. Mas a mente de Sarah estava em outro lugar.
-São sete horas – ela disse, secando os olhos com o avental, como se estivesse lendo meus pensamentos. – Já notou que estou aqui desde as três horas da manhã? E que acordei às duas horas para chegar na hora? E que, enquanto prepato as tortas, abro a loja, atendo os clientes, limpo, fecho, faço as compras, fecho o caixa, vou ao banco, janto e preparo as tortas para assar amanhã? Já vão ser nove e meia, dez horas da noite, e, enquanto faço tudo isso, enquanto qualquer mortal comum diria”pelo amor de Deus o dia acabou, preciso sentar e começar a imaginar como irei pagar o aluguel do mês que vem! E tudo isso – continuou ela, novamente abrindo os braços com desânimo como se quisesse acentuar tudo que havia dito – porque meus melhores amigos me disseram que eu seria louca se não abrisse uma loja de tortas, já que era tão boa nisso! E, o que é pior: acreditei neles! Vi uma saída para o emprego horrível que eu tinha. Vi um caminho para a liberdade, fazendo algo que adorava, tudo isso para mim mesma.
Ela estava no meio de um desabafo e eu não quis interromper. Esperei pacientemente para ouvir o que ela iria dizer em seguida. Em vez de falar, ela chutou o enorme forno negro a sua frente e gritou:
- Droga! Droga, droga, droga!
E para enfatizar, chutou de novo o forno e desabafou após um longo suspiro.
- O que vou fazer agora? Indagou ela quase em um sussurro. Eu sei que ela não indagou isso para mim , mas para si própria.
Sarah encostou-se na parede e permaneceu quieta. Ela estava profundamente endividada; gastou tudo que tinha e o que não tinha para abrir aquela adorável loja. Os móveis, os utensílios, os fornos, era da melhor marca; a vitrine era encantadora, a melhor que o dinheiro poderia comprar. Ela colocou a vida naquele lugar, e também nas tortas, pois era apaixonada pela culinária desde menina, graças aos ensinamentos de uma tia que viveu com sua família durante a infância dela. Foi a tia que apresentou a ela os segredos do processo: a mistura da massa, a limpeza do forno, a forma de salpicar a farinha, a preparação dos tabuleiros, o cuidado como corte das maçãs, das cerejas, do ruibarbo, dos pêssegos. Era um trabalho que envolvia amor, sua tia a corrigia quando, na pressa, Sarah acelerava o processo.
- Sarah querida, nós temos todo o tempo do mundo – ela a advertia várias e várias vezes. – O objetivo de assar tortas não é só prepará-las. É, simplesmente, assar tortas.
Sarah , achava que havia entendido. Mas agora, Sarah descobriu que o objetivo de assar tortas era mesmo “prepará-las”. Ter como objetivo assar as tortas a arruinou; pelo menos, era isso que ela achava. Observei Sarah encolhendo-se ainda mais contra si mesma; notei o quanto opressivo deveria ser para ela ver-se com tantas dívidas, sentir-se tão desamparada frente ao problema. Onde estava sua tia agora? Quem iria ensinar a ela o que fazer em seguida?
- Sarah, - disse eu, o mais cuidadosamente possível, - Está na hora de aprender tudo de novo sobre tortas.
Moral da história: O técnico acometido com Surto Empreendedor assume o trabalho que ama fazer e o transforma em um emprego. O trabalho, nascido do amor à função, torna-se uma obrigação, dentre uma montoeira de outras obrigações menos conhecidas e menos prazerosas. Em vez de manter sua especialidade, habilidade particular e técnica que a pessoa possui e com a qual iniciou seu negócio, o trabalho se torna trivial, algo a ser finalizado, visando acomodar tudo mais o que precisa ser feito.
Então, estamos ou não estamos surtando?
Um forte abraço e tenham todos uma ótima semana
Do amigo
Vanir Predebon
Aldous Huxley
O E-Mito
Olá amigos, como sempre afirmo, empreender não é para principiantes(risos) e a cada dia que passa percebo quanto “Surtados”, todos nós estamos . Tentarei começar este artigo de forma humorada, porém cruel. A maioria de nós imagina um típico empreendedor como um homem ou mulher, enfrentando tudo e a todos, desafiando bravamente as dificuldades imensuráveis, a natureza, e outras forças que não convêem aqui novamente mencionar. Tudo isso com muito entusiasmo e animação – tudo isso para concretizar o sonho de montar o próprio negócio.
Aqui parafraseio o escritor Michael Gerber – “Essa lenda tem um ranço de nobreza, arrogância e esforço sobre-humano de um compromisso prodigioso com ideais maiores que a vida” .
Quanto a existência de tais pessoas, todos sabemos que o descrito acima é raro, e de tantos empresários que conhecemos poucos são verdadeiros empreendedores, e que na maioria das vezes, a animação e entusiasmo se dissipou rapidamente. Mas todos eles não foram um dia empreendedores? Onde está o empreendedor que abriu o negócio?
Segundo Michael Gerber, a resposta é simples: “O empreendedor só existiu por um momento, um instante fugaz; depois ele se foi e, na maioria das vezes, para sempre. Entretanto se um empreendedor tiver sobrevivido, terá sido como um mito , que nasceu por equívoco em relação a quem abre um negócio e porquê; um equívoco que tem nos custado caro – mais do que podemos imaginar – com perdas de recursos e oportunidades e com o desperdício de nossas vidas”. Esse mito, ou equívoco, é que ele chama de E-mito, o mito do empreendedor, uma crença romântica de que as pequenas empresas são abertas por empreendedores, quando, na verdade, a maioria não é.
O Surto Empreendedor
Para entender melhor esta historinha e o tal equívoco, vamos analisar através de uma pequena fábula, como geralmente se entra no mundo dos negócios, não depois da pessoa abrir a empresa, vamos começar desde antes disso.
O doce aroma de tortas fresca invadiu o ar. Eram sete da manhã e “Tudo sobre Tortas” ia abrir as portas em meia hora. Mas a mente de Sarah estava em outro lugar.
-São sete horas – ela disse, secando os olhos com o avental, como se estivesse lendo meus pensamentos. – Já notou que estou aqui desde as três horas da manhã? E que acordei às duas horas para chegar na hora? E que, enquanto prepato as tortas, abro a loja, atendo os clientes, limpo, fecho, faço as compras, fecho o caixa, vou ao banco, janto e preparo as tortas para assar amanhã? Já vão ser nove e meia, dez horas da noite, e, enquanto faço tudo isso, enquanto qualquer mortal comum diria”pelo amor de Deus o dia acabou, preciso sentar e começar a imaginar como irei pagar o aluguel do mês que vem! E tudo isso – continuou ela, novamente abrindo os braços com desânimo como se quisesse acentuar tudo que havia dito – porque meus melhores amigos me disseram que eu seria louca se não abrisse uma loja de tortas, já que era tão boa nisso! E, o que é pior: acreditei neles! Vi uma saída para o emprego horrível que eu tinha. Vi um caminho para a liberdade, fazendo algo que adorava, tudo isso para mim mesma.
Ela estava no meio de um desabafo e eu não quis interromper. Esperei pacientemente para ouvir o que ela iria dizer em seguida. Em vez de falar, ela chutou o enorme forno negro a sua frente e gritou:
- Droga! Droga, droga, droga!
E para enfatizar, chutou de novo o forno e desabafou após um longo suspiro.
- O que vou fazer agora? Indagou ela quase em um sussurro. Eu sei que ela não indagou isso para mim , mas para si própria.
Sarah encostou-se na parede e permaneceu quieta. Ela estava profundamente endividada; gastou tudo que tinha e o que não tinha para abrir aquela adorável loja. Os móveis, os utensílios, os fornos, era da melhor marca; a vitrine era encantadora, a melhor que o dinheiro poderia comprar. Ela colocou a vida naquele lugar, e também nas tortas, pois era apaixonada pela culinária desde menina, graças aos ensinamentos de uma tia que viveu com sua família durante a infância dela. Foi a tia que apresentou a ela os segredos do processo: a mistura da massa, a limpeza do forno, a forma de salpicar a farinha, a preparação dos tabuleiros, o cuidado como corte das maçãs, das cerejas, do ruibarbo, dos pêssegos. Era um trabalho que envolvia amor, sua tia a corrigia quando, na pressa, Sarah acelerava o processo.
- Sarah querida, nós temos todo o tempo do mundo – ela a advertia várias e várias vezes. – O objetivo de assar tortas não é só prepará-las. É, simplesmente, assar tortas.
Sarah , achava que havia entendido. Mas agora, Sarah descobriu que o objetivo de assar tortas era mesmo “prepará-las”. Ter como objetivo assar as tortas a arruinou; pelo menos, era isso que ela achava. Observei Sarah encolhendo-se ainda mais contra si mesma; notei o quanto opressivo deveria ser para ela ver-se com tantas dívidas, sentir-se tão desamparada frente ao problema. Onde estava sua tia agora? Quem iria ensinar a ela o que fazer em seguida?
- Sarah, - disse eu, o mais cuidadosamente possível, - Está na hora de aprender tudo de novo sobre tortas.
Moral da história: O técnico acometido com Surto Empreendedor assume o trabalho que ama fazer e o transforma em um emprego. O trabalho, nascido do amor à função, torna-se uma obrigação, dentre uma montoeira de outras obrigações menos conhecidas e menos prazerosas. Em vez de manter sua especialidade, habilidade particular e técnica que a pessoa possui e com a qual iniciou seu negócio, o trabalho se torna trivial, algo a ser finalizado, visando acomodar tudo mais o que precisa ser feito.
Então, estamos ou não estamos surtando?
Um forte abraço e tenham todos uma ótima semana
Do amigo
Vanir Predebon
segunda-feira, 19 de abril de 2010
ENDOMARKETING : O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES
Olá, caros amigos e leitores! Esta semana posto um artigo desenvolvido por uma leitora assídua da coluna, Regina C. Baptistel, na qual enviou-me com o intuito de colaborar também com a mesma. Trata-se de um assunto que todas as empresas deveriam estar preocupadas, desde as que tenham apenas 01 empregado até as que tem milhares: O Endomarketing. Não é minha especialidade, não sou formado em Recursos Humanos, mas nem por isso, posso dizer que não tenho conhecimento sobre este assunto, aliás, o mesmo desperta-me muito interesse tendo em vista nossa realidade atual. O que temos visto atualmente é que ainda estamos carentes sobre este assunto. Creio que aos leitores mais interessados e até aos menos avisados sobre as áreas humanas, seu entendimento se fará de maneira natural e clara.
Desejo a todos uma ótima leitura e entendimento.
Um forte abraço do amigo Vanir Predebon!
ENDOMARKETING : O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES
Regina Clara Baptistel
Pâmela Regina
Este artigo tem como objetivo mostrar a importância do endomarketing para o sucesso das organizações.
O Endomarketing é um programa que muitas empresas adotam, pois visa a valorização do cliente interno, através de várias ferramentas, como, por exemplo, a comunicação interna, a qualidade de vida no trabalho, satisfação, motivação, programa de carreiras, entre outras.
Segundo Ana Lisa Medeiros Brum (2003), endomarketing é todo o esforço feito pela empresa, no sentido de melhorar a informação, estabelecendo maior aproximação com o colaborador. É o mesmo esforço utilizado para se comunicar com o consumidor, só que voltado para o cliente interno. A comunicação para ambos pode ser através de jornal, rádio, televisão, panfleto, cartaz, etc., só que para dentro da empresa, numa esfera menor.
A comunicação interna é fundamental para o sucesso de uma organização, pois destina a manter o quadro de pessoal sempre informado do que ocorre na empresa dando margem a motivação, satisfação e participação. Isso proporciona o sucesso da organização, pois quando há satisfação interna, o resultado será sentido por toda a organização e, logicamente, no cliente externo, através das necessidades atendidas e satisfeitas. É importante a empresa valorizar seu colaborador porque ele faz parte do processo de conquista, encantamento e fidelização do cliente externo. Tudo o que é feito para o colaborador, positivo ou negativo, reflete diretamente no cliente externo.
A grande dificuldade de adaptações das empresas na implantação de endomarketing, segundo Saul Faingaus Bekin (2004), é que força mudanças exigindo empenho, esforço e determinação, pois traz consequências tanto positivas como negativas para o processo de endomarketing. Positivas por estarem gerando benefícios aos envolvidos e negativas por incomodarem os acomodados.
O primeiro passo é ter um diagnóstico do ambiente interno da empresa. Através da contratação de uma consultoria é possível avaliar a situação atual, analisando normas, procedimentos, clima organizacional e também uma pesquisa com os clientes externos para saber da satisfação pelos serviços prestados.
Como qualquer outro programa implantado em uma empresa, o endomarketing também deve adaptar-se à realidade desta. É preciso identificar as prioridades, verificar os pontos frágeis da empresa para que sejam corrigidos e aí o endomarketing entra em ação, na medida certa.
O capital humano é de fundamental importância para qualquer empresa, pois de nada adianta ter equipamentos de última geração, tecnologia de ponta se não há colaboradores satisfeitos. Haverá turn-over e isso, certamente gerará despesas, custos altos pois a todo momento há uma pessoa nova na organização, tendo que aprender tudo. Isso levará um tempo para que este colaborador esteja apto a desempenhar sua função a contento. Muito mais fácil é valorizar, incentivar, motivar, recompensar os colaboradores que já estão na empresa, aguardando uma oportunidade de crescimento e reconhecimento pelo esforço desempenhado.
De nada resolve implantar o programa se não for “alimentado” diariamente. É como uma mudinha de flor: é preciso regá-la, cuidá-la todos os dias para que ela cresça e dê flores lindas, caso contrário, ela morrerá e todo o investimento que se fez foi em vão.
Colaboradores insatisfeitos com as condições de trabalho farão uma contra-propaganda da empresa com a sensação de descontentamento que os dominam.
Tive a oportunidade de fazer um trabalho com uma empresa que tem o programa de endomarketing. É visível o resultado. A satisfação do cliente interno é muito elevada, não só do colaborador em si, mas da família também, afinal, o programa é estendido indiretamente aos familiares. Como exemplo, esta empresa desenvolveu um projeto de formação do ensino fundamental aos colaboradores, criando um espaço dentro da organização para que pudessem estudar, contratou profissionais qualificados, forneceu todo o material didático e, ao final do curso, houve formatura com a participação dos familiares para prestigiar aquele momento de muito valor e importância aos envolvidos.
É preciso sentir-se bem ao despertar e sair para o trabalho e este deve ser prazeroso e não um “martírio”.
Gosto muito de repetir uma frase da Ana Lisa M. Brum: “Fazer o que se gosta não deve ser um ponto de partida, mas sim o ponto de chegada de todo e qualquer ser humano.
Desejo a todos uma ótima leitura e entendimento.
Um forte abraço do amigo Vanir Predebon!
ENDOMARKETING : O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES
Regina Clara Baptistel
Pâmela Regina
Este artigo tem como objetivo mostrar a importância do endomarketing para o sucesso das organizações.
O Endomarketing é um programa que muitas empresas adotam, pois visa a valorização do cliente interno, através de várias ferramentas, como, por exemplo, a comunicação interna, a qualidade de vida no trabalho, satisfação, motivação, programa de carreiras, entre outras.
Segundo Ana Lisa Medeiros Brum (2003), endomarketing é todo o esforço feito pela empresa, no sentido de melhorar a informação, estabelecendo maior aproximação com o colaborador. É o mesmo esforço utilizado para se comunicar com o consumidor, só que voltado para o cliente interno. A comunicação para ambos pode ser através de jornal, rádio, televisão, panfleto, cartaz, etc., só que para dentro da empresa, numa esfera menor.
A comunicação interna é fundamental para o sucesso de uma organização, pois destina a manter o quadro de pessoal sempre informado do que ocorre na empresa dando margem a motivação, satisfação e participação. Isso proporciona o sucesso da organização, pois quando há satisfação interna, o resultado será sentido por toda a organização e, logicamente, no cliente externo, através das necessidades atendidas e satisfeitas. É importante a empresa valorizar seu colaborador porque ele faz parte do processo de conquista, encantamento e fidelização do cliente externo. Tudo o que é feito para o colaborador, positivo ou negativo, reflete diretamente no cliente externo.
A grande dificuldade de adaptações das empresas na implantação de endomarketing, segundo Saul Faingaus Bekin (2004), é que força mudanças exigindo empenho, esforço e determinação, pois traz consequências tanto positivas como negativas para o processo de endomarketing. Positivas por estarem gerando benefícios aos envolvidos e negativas por incomodarem os acomodados.
O primeiro passo é ter um diagnóstico do ambiente interno da empresa. Através da contratação de uma consultoria é possível avaliar a situação atual, analisando normas, procedimentos, clima organizacional e também uma pesquisa com os clientes externos para saber da satisfação pelos serviços prestados.
Como qualquer outro programa implantado em uma empresa, o endomarketing também deve adaptar-se à realidade desta. É preciso identificar as prioridades, verificar os pontos frágeis da empresa para que sejam corrigidos e aí o endomarketing entra em ação, na medida certa.
O capital humano é de fundamental importância para qualquer empresa, pois de nada adianta ter equipamentos de última geração, tecnologia de ponta se não há colaboradores satisfeitos. Haverá turn-over e isso, certamente gerará despesas, custos altos pois a todo momento há uma pessoa nova na organização, tendo que aprender tudo. Isso levará um tempo para que este colaborador esteja apto a desempenhar sua função a contento. Muito mais fácil é valorizar, incentivar, motivar, recompensar os colaboradores que já estão na empresa, aguardando uma oportunidade de crescimento e reconhecimento pelo esforço desempenhado.
De nada resolve implantar o programa se não for “alimentado” diariamente. É como uma mudinha de flor: é preciso regá-la, cuidá-la todos os dias para que ela cresça e dê flores lindas, caso contrário, ela morrerá e todo o investimento que se fez foi em vão.
Colaboradores insatisfeitos com as condições de trabalho farão uma contra-propaganda da empresa com a sensação de descontentamento que os dominam.
Tive a oportunidade de fazer um trabalho com uma empresa que tem o programa de endomarketing. É visível o resultado. A satisfação do cliente interno é muito elevada, não só do colaborador em si, mas da família também, afinal, o programa é estendido indiretamente aos familiares. Como exemplo, esta empresa desenvolveu um projeto de formação do ensino fundamental aos colaboradores, criando um espaço dentro da organização para que pudessem estudar, contratou profissionais qualificados, forneceu todo o material didático e, ao final do curso, houve formatura com a participação dos familiares para prestigiar aquele momento de muito valor e importância aos envolvidos.
É preciso sentir-se bem ao despertar e sair para o trabalho e este deve ser prazeroso e não um “martírio”.
Gosto muito de repetir uma frase da Ana Lisa M. Brum: “Fazer o que se gosta não deve ser um ponto de partida, mas sim o ponto de chegada de todo e qualquer ser humano.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Zona Azul, Tolerância e outros Blábláblá's
Olá, caros amigos leitores!
Por meio desta venho participar, como cidadão, de um questionamento que há tempos atazana algumas mentes na Serra Gaúcha. Os estacionamentos pagos, ou zona azuis, como são conhecidos por aqui.
O Brasil já é um país com um custo muito alto, as cidades estão colaborando para este custo subir ainda mais.
Abaixo segue um emaranhado de “conflitos” que atravancam o desenvolvimento, ou melhor dizendo, o bem estar social nestes arredores.
O desenvolver da idéia é feito a partir de 3 perguntas que, talvez, remontará um dossiê mental para reflexão pessoal de cada indivíduo.
Méritos ao meu amigo Ernani Tomedi que fez-me umas ressalvas antes de publicar esta coluna.
A 1ª pergunta (e acho que é a mais importante) talvez responda todas as outras que poderão existir:
- Quanto deixam de arrecadar os estabelecimentos (e também as Prefeituras, com os impostos) em detrimento da zona azul?
Alguns virão com a seguinte frase: “Não concordo, agora é que tem estacionamento, antes nunca tinha lugar pra estacionar.”
Reflita comigo, isso é bom????? Diminuição de movimento é bom ? Será que essa gente ainda desconhece que nos encontramos na era da Internet? As pessoas estão cada vez mais buscando comodidade e comprando diretamente de suas casas, ou seja, sem ter de sair e estacionar seu veículo num estacionamento pago.
Vamos à segunda parte do raciocínio, que também cabe ao mesmo questionamento. Se você for cortar o cabelo no Centro, o seu cabeleireiro cobra R$ 15,00 o corte, sua despesa será R$ 15,00, correto? ERRADO, você pagará mais R$ 1,00 para estacionar e, se bobear, mais R$ 10,00 daquela multinha básica que os agentes colocam embaixo do seu pára-brisa se o cabeleireiro atrasar.
Então é correto afirmar que além dos aluguéis serem mais baratos fora do Centro e não haver estacionamento “azul”, é mais competitivo um estabelecimento de bairro mais afastado, ou até mesmo vizinho ao Centro, custando menos o corte. Sendo assim, mais vantajoso ao cliente, não é mesmo?? E se fizermos uma “venda casada”? O indivíduo simplesmente compra mais coisas perto daquele cabeleireiro e até pode ir ao um mercadinho próximo .
A terceira e última parte deste raciocínio questionador. Quanto vale o metro quadrado comercial no Centro?????... Pensou?... Tem certeza?... Será que vale isso mesmo? Não é mais vantajoso (leia-se mais barato, menos burocrático, entre outras coisas) fazer compras em bairros próximos que facilitem o estacionamento ?
Então é correto pensar duas vezes ao se interessar em comprar um imóvel na área central da cidade, não é mesmo?
Porém, minha percepção de que existe diminuição no movimento pode estar totalmente errada, talvez, os CDL’s tenham maiores informações já que defendem a categoria.
2ª pergunta, não menos importante:
- Parquímetros, para que realmente servem? Ao meu ver, para “modernizar” o semblante dos centros urbanos. Sim, pois para cada parquímetro instalado, tem que haver o mesmo número de agentes para poder fiscalizar os “inadimplentes”, muitas vezes que colocaram o valor referente a 01 hora e passaram 15 minutos, pois alguém já viu médico atender pontualmente? (Brincadeira! Mas é sério, sempre pode atrasar). Além disso, estas maquininhas “caça-níqueis” não vão devolver o troco caso você colocar 02 horas e demorar 01 hora a menos.
Finalizando a parte deste “dossiê”, que não bastasse ter estes entraves acima citados, ainda temos que contar com uma “infinidade” (ironia) de parquímetros instalados, sem falar que às vezes os mesmos não estão em funcionamento, tendo assim que nos deslocarmos por mais de 100 metros e voltar para colocar o bilhete no pára-brisa.
Enfim, além de tudo isso, sabe-se que o contrato com as proprietárias das máquinas, acho que denominam-se concessionárias, é BEM LONGO.
Quando comparei acima os parquímetros a máquinas “caça-níqueis”, tentei explanar um depoimento que abaixo segue. Veja se não tem fundamento.
“Quanto à cobrança, esse é um modelo de negócio que eu gostaria de utilizar. Já imaginou vender um produto 2 vezes? Certa vez fui ao banco, tinha apenas R$ 1,00 para o estacionamento e não demorei mais que 15 minutos, e logo que fui embora outra pessoa estava estacionando no meu lugar.”3ª e última pergunta para não me estender tanto:
- Tolerância existe realmente? Bem, todos que utilizam este serviço devem ter na ponta da língua esta resposta e inúmeras histórias diferentes para contar. Certo dia, flagrei uma moça destas que “fiscalizam” colocando a tal tarifa de R$ 10,00 que, segundo ela, eu já estava fora da tolerância. Pedi a ela para me mostrar a anotação de quando eu havia estacionado, ela não tinha. Eu havia estacionado simplesmente para entregar um modem destes para internet via Celular, e voltado. Mão demorei nem 5 minutos e lá estava a “multinha”. Sei de fonte segura que os responsáveis por estes departamentos incitam estes colaboradores a “faturarem”. Não vou me estender com isso, mas para quem se julgar bom entendedor, meia palavra basta. Ser tolerante e/ou compreensível, não é uma questão apenas de bom senso, é uma prova de educação, inteligência e cultura. Tratar bem aqueles que enriquecem nossa cidade/região é cuidar do nosso próprio futuro.
Bem, tem muito mais particularidades a serem explanadas, mas a coluna não quer ser massante. Fica aqui o registro que é dividido com outros reclamantes e para que não nos frustremos ou geremos expectativas otimistas, alerto-vos que não espereis mudanças, pois vivemos num país de forças ocultas, desregulado, sem noção e com poucos argumentadores que façam contas parecidas com estas:
Em um estabelecimento (zona Azul) um tênis de marca X custa R$ 250,00 + estacionamento
Situação 1
Em um bairro próximo, o mesmo calçado sai por R$ 220,00 sem custo de estacionamento.
No mínimo, a prefeitura arrecadará menos impostos.
Daqui para baixo, a prefeitura local não arrecadará mais nada
Situação 2
Em um Shopping/Atacado/Loja na Região (outra cidade) o mesmo calçado custa R$ 199,00
Situação 3
Em uma loja de Internet especializada em calçados o mesmo custa R$ 170,00 com frete grátis, já incluso no preço.
Situação 4
Estou em viagem e avistei um Tênis similar de marca até superior àquele em um outro Estado/País por R$ 120,00 , comprei.
Lembremos que concorremos com tudo hoje em dia. Uma loja de calçados concorre com uma agência de viagens, e também que não cabe aqui dizer o quanto a prefeitura e lojas locais deixam de arrecadar, mas é preciso perceber que o mundo mudou, que os consumidores não são trouxas e procuram por alternativas mais atrativas, prazerosas e mais em conta.
Então... quanto perde em arrecadação um zona (bairro, centro) e uma cidade com a queda do consumo e quanto isso reflete no empreendedorismo local? E para onde vai o dinheiro do estacionamento rotativo? Pense nisso...
Tenham todos uma ótima semana repleta de reflexões!
Do amigo,
Vanir Predebon
Por meio desta venho participar, como cidadão, de um questionamento que há tempos atazana algumas mentes na Serra Gaúcha. Os estacionamentos pagos, ou zona azuis, como são conhecidos por aqui.
O Brasil já é um país com um custo muito alto, as cidades estão colaborando para este custo subir ainda mais.
Abaixo segue um emaranhado de “conflitos” que atravancam o desenvolvimento, ou melhor dizendo, o bem estar social nestes arredores.
O desenvolver da idéia é feito a partir de 3 perguntas que, talvez, remontará um dossiê mental para reflexão pessoal de cada indivíduo.
Méritos ao meu amigo Ernani Tomedi que fez-me umas ressalvas antes de publicar esta coluna.
A 1ª pergunta (e acho que é a mais importante) talvez responda todas as outras que poderão existir:
- Quanto deixam de arrecadar os estabelecimentos (e também as Prefeituras, com os impostos) em detrimento da zona azul?
Alguns virão com a seguinte frase: “Não concordo, agora é que tem estacionamento, antes nunca tinha lugar pra estacionar.”
Reflita comigo, isso é bom????? Diminuição de movimento é bom ? Será que essa gente ainda desconhece que nos encontramos na era da Internet? As pessoas estão cada vez mais buscando comodidade e comprando diretamente de suas casas, ou seja, sem ter de sair e estacionar seu veículo num estacionamento pago.
Vamos à segunda parte do raciocínio, que também cabe ao mesmo questionamento. Se você for cortar o cabelo no Centro, o seu cabeleireiro cobra R$ 15,00 o corte, sua despesa será R$ 15,00, correto? ERRADO, você pagará mais R$ 1,00 para estacionar e, se bobear, mais R$ 10,00 daquela multinha básica que os agentes colocam embaixo do seu pára-brisa se o cabeleireiro atrasar.
Então é correto afirmar que além dos aluguéis serem mais baratos fora do Centro e não haver estacionamento “azul”, é mais competitivo um estabelecimento de bairro mais afastado, ou até mesmo vizinho ao Centro, custando menos o corte. Sendo assim, mais vantajoso ao cliente, não é mesmo?? E se fizermos uma “venda casada”? O indivíduo simplesmente compra mais coisas perto daquele cabeleireiro e até pode ir ao um mercadinho próximo .
A terceira e última parte deste raciocínio questionador. Quanto vale o metro quadrado comercial no Centro?????... Pensou?... Tem certeza?... Será que vale isso mesmo? Não é mais vantajoso (leia-se mais barato, menos burocrático, entre outras coisas) fazer compras em bairros próximos que facilitem o estacionamento ?
Então é correto pensar duas vezes ao se interessar em comprar um imóvel na área central da cidade, não é mesmo?
Porém, minha percepção de que existe diminuição no movimento pode estar totalmente errada, talvez, os CDL’s tenham maiores informações já que defendem a categoria.
2ª pergunta, não menos importante:
- Parquímetros, para que realmente servem? Ao meu ver, para “modernizar” o semblante dos centros urbanos. Sim, pois para cada parquímetro instalado, tem que haver o mesmo número de agentes para poder fiscalizar os “inadimplentes”, muitas vezes que colocaram o valor referente a 01 hora e passaram 15 minutos, pois alguém já viu médico atender pontualmente? (Brincadeira! Mas é sério, sempre pode atrasar). Além disso, estas maquininhas “caça-níqueis” não vão devolver o troco caso você colocar 02 horas e demorar 01 hora a menos.
Finalizando a parte deste “dossiê”, que não bastasse ter estes entraves acima citados, ainda temos que contar com uma “infinidade” (ironia) de parquímetros instalados, sem falar que às vezes os mesmos não estão em funcionamento, tendo assim que nos deslocarmos por mais de 100 metros e voltar para colocar o bilhete no pára-brisa.
Enfim, além de tudo isso, sabe-se que o contrato com as proprietárias das máquinas, acho que denominam-se concessionárias, é BEM LONGO.
Quando comparei acima os parquímetros a máquinas “caça-níqueis”, tentei explanar um depoimento que abaixo segue. Veja se não tem fundamento.
“Quanto à cobrança, esse é um modelo de negócio que eu gostaria de utilizar. Já imaginou vender um produto 2 vezes? Certa vez fui ao banco, tinha apenas R$ 1,00 para o estacionamento e não demorei mais que 15 minutos, e logo que fui embora outra pessoa estava estacionando no meu lugar.”3ª e última pergunta para não me estender tanto:
- Tolerância existe realmente? Bem, todos que utilizam este serviço devem ter na ponta da língua esta resposta e inúmeras histórias diferentes para contar. Certo dia, flagrei uma moça destas que “fiscalizam” colocando a tal tarifa de R$ 10,00 que, segundo ela, eu já estava fora da tolerância. Pedi a ela para me mostrar a anotação de quando eu havia estacionado, ela não tinha. Eu havia estacionado simplesmente para entregar um modem destes para internet via Celular, e voltado. Mão demorei nem 5 minutos e lá estava a “multinha”. Sei de fonte segura que os responsáveis por estes departamentos incitam estes colaboradores a “faturarem”. Não vou me estender com isso, mas para quem se julgar bom entendedor, meia palavra basta. Ser tolerante e/ou compreensível, não é uma questão apenas de bom senso, é uma prova de educação, inteligência e cultura. Tratar bem aqueles que enriquecem nossa cidade/região é cuidar do nosso próprio futuro.
Bem, tem muito mais particularidades a serem explanadas, mas a coluna não quer ser massante. Fica aqui o registro que é dividido com outros reclamantes e para que não nos frustremos ou geremos expectativas otimistas, alerto-vos que não espereis mudanças, pois vivemos num país de forças ocultas, desregulado, sem noção e com poucos argumentadores que façam contas parecidas com estas:
Em um estabelecimento (zona Azul) um tênis de marca X custa R$ 250,00 + estacionamento
Situação 1
Em um bairro próximo, o mesmo calçado sai por R$ 220,00 sem custo de estacionamento.
No mínimo, a prefeitura arrecadará menos impostos.
Daqui para baixo, a prefeitura local não arrecadará mais nada
Situação 2
Em um Shopping/Atacado/Loja na Região (outra cidade) o mesmo calçado custa R$ 199,00
Situação 3
Em uma loja de Internet especializada em calçados o mesmo custa R$ 170,00 com frete grátis, já incluso no preço.
Situação 4
Estou em viagem e avistei um Tênis similar de marca até superior àquele em um outro Estado/País por R$ 120,00 , comprei.
Lembremos que concorremos com tudo hoje em dia. Uma loja de calçados concorre com uma agência de viagens, e também que não cabe aqui dizer o quanto a prefeitura e lojas locais deixam de arrecadar, mas é preciso perceber que o mundo mudou, que os consumidores não são trouxas e procuram por alternativas mais atrativas, prazerosas e mais em conta.
Então... quanto perde em arrecadação um zona (bairro, centro) e uma cidade com a queda do consumo e quanto isso reflete no empreendedorismo local? E para onde vai o dinheiro do estacionamento rotativo? Pense nisso...
Tenham todos uma ótima semana repleta de reflexões!
Do amigo,
Vanir Predebon
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