Olá Caros leitores, abaixo de minhas anotações particulares, segue um artigo que demonstra a importância de incentivarmos o empreendedorismo no País, texto que pode ocasionar uma certa “contestação”, mas creio que isso é válido, e muito, para nossa própria reflexão e sentirmos para onde estamos rumando. No mínimo servirá para que realizemos algo, de real e de valor, (de preferência) nesta vida. Afinal de contas, por que estudamos tanto (ou nem tanto assim)?
Sendo assim, não querendo demonstrar (já demonstrando) o meu descontentamento com o processo educacional no Brasil, que ao meu ver está nos trazendo conseqüências tristes e muito trabalho. Opinando humildemente, creio que isso não é só defeito da escola, primária, secundária ou superior. É também culpa da cultura impregnada do "eu sou malandro", que está ligada à moda de ser displicente e pouco compromissado com as artimanhas da vida. Atualmente, um jovem não precisa mais do que um computador e um celular para se divertir.( pelo menos é o que eles pensam que é diversão).
Há outras facetas que explicam as “dificuldades” que nosso povo atravessa (sim, entre aspas mesmo, pois aqui tudo é festa, “o mundo está em plena harmonia”) .
Nada é sério neste país, são muitos os exemplos que podemos citar:
Nossa Instituição Polícia, serve para quase tudo, entre elas intervenções no trânsito, porém, enquanto isso, os falcões do tráfico, bandidos, assassinos, estupradores, CORRUPTOS, entre outros covardes estão trabalhando a todo vapor. O que quero dizer aqui é que as qualidades pró ação, bom senso e visão, que são atributos dos empreendedores, estão extintas e não há esforços para este tipo de evolução. ( esse assunto dá muito pano pra manga, mas é muito mais complexo que estas sete mal traçadas linhas)
Nossas fronteiras estão desprotegidas, nossas crianças estão desprotegidas, Eu, Você, todos estamos a mercê de um estado corrupto e falastrão. Estado este, onde as leis não tem o mesmo peso e valor para qualquer um, sendo assim, podemos nós esperar que o ensino melhore, se as instituições não melhorarem e os valores forem transformados?
Enquanto o mundo está derretendo literalmente, vivemos em um país que a moda é dançar o Tchan, ou o Funk, ou o Pagode(cada um em sua fase). Vivemos num país onde pessoas(maioria) são facilmente induzidas pela mídia e não tem nenhum poder (leia-se entendimento) de contestação(nem de bom gosto).
A “massa” é cada vez mais empurrada para os morros, e aqueles que tem condição de se manter em um condomínio ou comprar uma habitação financiada em 20 anos, vão se matando cada vez mais de tanto trabalhar para manter esta estabilidade adquirida. Leia-se aqui: pagando mais impostos, tendo que pagar seguros duplamente de tudo(carro, de vida, privada), tendo de pagar pelo ensino, pela saúde, pela previdência. Acho que alguém esqueceu que já pagamos impostos. Bem, continuando o raciocínio, para manter todos estes pagamentos em dia, muitas vezes é preciso deixar sua família de lado,(e se matar de trabalhar), perder o convívio necessário para a contínua educação e aprendizado de seus filhos, e os relacionamentos assim , enfraquecem-se , a culpa não é só dos professores que não tem métodos de ensino adequados, temos sim muita alienação no mundo real e não sei onde tudo isso vai parar .
um forte abraço
do contestador e indignado amigo (risos simpáticos para não parecer tão indignado assim)
Vanir Predebon
Introdução (Texto extraído do trabalho de conclusão de curso de meu amigo Vinícius Fornasier, na qual aborda a Afetividade na relação Educador-Educando , ver mais em http://vinifornasier.blogspot.com/)
Segundo BOFF (1999), o cuidado não pode ser resgatado a partir do trabalho, mas, sim, da consciência dos valores mais essenciais. É repensar como olhamos para a vida. O cuidado é ternura, afeto, sentimento ao próximo, relacionando-se e tratando-o como sujeito e não objeto. BOFF (1999) também deixa claro que o trabalho não pode ser visto como objetivo, pois objetivos se criam para objetos. Diante do ser humano, o trabalho passa a ser uma relação amorosa, de sintonia com o sujeito. Ouvindo e sentindo o que este traz ao momento, valorizando o sujeito como alguém que tem história, que merece o devido valor como ser humano.
Cumpre enfatizar que os “objetos” não são objetos em si. São feitos objetos pela razão, pois ela os isola de seu meio, os separa de outros companheiros de existência e os usa para seus interesses. A “objetividade” é uma projeção da razão. Os ditos “objetos”, na verdade, são sujeitos que têm história, acumulam e trocam informações e pertencem à comunidade cósmica e terrenal (BOFF, 1999, p. 94).
Gari no olho do capitalismo selvagem!
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:23 hs.
29/10/2009 - Tomando meu café ontem de manhã, antes de vir para a empresa, ouço a interessante notícia no telejornal matutino: Concurso para Gari em São Paulo bate recorde de pessoas (antes de encerrar as inscrições). Dos 110.000 inscritos, cerca de 1000 possuem curso superior, entre estes, segundo o telejornal, alguns mestres e- pasmem- doutores!
Imagina o sujeito fazer mestrado ou doutorado e acabar na fila se inscrevendo para ser Gari. Nada contra a profissão de gari, que é digna e bastante necessária à conservação da limpeza de nosso ambiente urbano. Mas no Brasil, esta, como diversas outras profissões menos “elitizadas”, geralmente pagam salários quase miseráveis. E de verdade, quem faz um curso superior não espera colar grau e varrer as ruas, por mais digno que isto possa ser.
Mas enfim, o que acontece? Como é que um indivíduo com curso superior, um mestre, ou até um doutor, vê-se numa situação destas? Falta de oportunidades? Desemprego estrutural? Crise mundial? Nacional? Em parte sim, concordo.
É certo que o Brasil está longe do pleno emprego e a coisa não anda fácil, mas há também um fator histórico muito importante influenciando esta realidade que vivemos hoje em São Paulo com relação aos que possuem 3º grau: O abismo gigantesco entre a formação acadêmica e a preparação mercadológica; a falta completa do desenvolvimento de atitudes empreendedoras nos que se graduaram em nossas universidades; seja no presente, seja no passado.
Na minha área de formação mesmo, psicologia, é possível ver um indivíduo fazendo uma complexa tese sobre, digamos, “A subjetividade do excluído social na América Latina pós-moderna”, mas o mesmo indivíduo “não faz idéia” de como transformar o conhecimento que tem em algo rentável; não consegue nem mesmo montar uma ONG que seja, para ajudar o coitado do excluído que analisou em seu trabalho.
A pessoa quer fazer ciência, o que é louvável, mas esquece que tem que comer e pagar as contas. Não sabe fazer um currículo, não sabe fazer a gestão de uma carteira de clientes; não sabe participar de uma entrevista de trabalho (ou sequer se vestir para uma); não sabe fazer marketing de si mesmo; não sabe organizar uma planilha de custos; não sabe ganhar mercado; não sabe desenvolver um negócio; resumindo, não sabe sobreviver profissionalmente.
Ora, as ciências que nos são ensinadas nas Universidades nos são apresentadas como possíveis profissões, das quais supostamente vamos tirar nosso sustento, sobrevivência e prosperidade financeira. Sob este aspecto o pragmatismo é absolutamente necessário, e a transformação do conhecimento em algo que possa ser realmente “vendido” é imprescindível. Isto não é desvirtuar o nobre caráter da ciência, e sim utilizar seu curso superior como uma “profissão” que o permita viver bem. Você pode até achar triste, mas é o capitalismo, e você precisa comer!
Como já disse em um artigo anterior, estamos formando por aí “odontólogos que sabem muito bem obturar ou mesmo implantar um dente, químicos que entendem profundamente suas fórmulas; advogados que conhecem muito bem as leis que estudaram; psicólogos que compreendem as complexas teorias do comportamento, e engenheiros que fazem seus cálculos com extrema exatidão; mas, em grande parte, pessoas que não fazem a mínima idéia de como oferecer seus serviços ao mercado, nem mesmo conseguem transformar o conhecimento que possuem em algo que traga algum retorno efetivo, tanto profissional como pessoal.”
Não pretendo com estas afirmações questionar a inteligência dos possíveis doutores garis que se inscreveram. Não sei da realidade e das dificuldades de cada um. Na verdade os considero, sob muitos aspectos, vítimas de um quadro social extremamente desequilibrado e, mais ainda, de um sistema educacional passivo e fraco do ponto de vista do desenvolvimento empreendedor.
Porque empreender não é ser empresário, não é ter o próprio negócio. Aliás, é também, mas vai muito além. Empreender na vida é ser capaz de enxergar um objetivo, identificar as competências necessárias para atingi-lo e partir para a ação. É ser capaz de buscar informação, que hoje é barata e acessível, para completar o quadro de competências mais desejadas pelo mercado. É, especialmente, ser capaz de olhar o mundo com olhos analíticos e se adaptar criativamente a ele.
Algumas raras pessoas têm o dom natural de fazer isto, mesmo sem estudo ou estímulo algum; chegam num lugar com uma mão na frente e outra atrás e, alguns anos depois, são bem sucedidos em suas empreitadas; mas a grande maioria de nós mortais depende da educação para desenvolver estas características. Uma educação que não existe; que não nos prepara.
É preciso ser inteligente sim, para passar em um concurso, mas o Estado não vai empregar todo mundo, e quem não for muito bem preparado, intelectualmente e COMPORTAMENTALMENTE, não entra na competição aqui fora. O curso superior não vale quase nada se você não souber tirar proveito dele.
Sem dúvida o sistema educacional de nosso país é totalmente ineficaz em nos preparar para sobreviver no cerne do capitalismo que dita as regras do mundo atual; e de verdade, se você quiser conseguir um lugar ao sol terá que, por si mesmo, usando sua curiosidade e persistência, descobrir os meios de transformar as informações que tem em algo pelo qual alguém queira pagar.
Não acredita num mero psicólogo? Vai lá então e pergunte a um daqueles doutores.
Bruno Soalheiro
Fonte: Portal O Gerente






