um forte abraço
do amigo
Vanir Predebon
Afinal de contas, dinheiro é tudo?
Material extraído da e-zine, vendamais Março de 2009
“Se você toma uma decisão baseado apenas em dinheiro, você tomou uma má decisão”
Walter C. Meloon
Em uma das recentes e-zines, perguntei se vale a pena ganhar mais dinheiro. Muitas pessoas me escreveram contando que receberam propostas de trabalho para dobrar o salário, mas decidiram não aceitar, pois concluíram que não valia a pena.
Alguns por descobrirem que, ao aceitar, precisariam mudar de cidade e mesmo o salário sendo melhor, não seria suficiente para as despesas com as mudanças. Outros porque teriam de abrir mão de sua qualidade de vida, além de muita gente que não aceitou ganhar mais, pois, para isso, iria trabalhar em uma empresa que tinha princípios diferentes dos seus. Também recebi muitos depoimentos de pessoas que aceitaram propostas para ganhar mais e se arrependeram.
Quem não aceitou tomou essa decisão após fazer uma análise, enquanto os que optaram por ganhar mais e depois se arrependeram não analisaram antes de decidir. Por isso, a edição de setembro da Motivação traz uma matéria com diversos especialistas que ensinam como fazer essa pausa e saber exatamente o que e como avaliar antes de optar pelo “sim” ou pelo “não”. O que chamou atenção é o fato de que dinheiro, na maioria das vezes, não é o principal item para a felicidade. Sempre ouço muita gente dizendo que isso é “balela”, que o que importa é o dinheiro, mas através de diversas histórias verdadeiras pude comprovar que o fator “grana” não deve falar mais alto. Pelo contrário, precisamos nos guiar pelos nossos princípios para tomar decisões, pois assim faremos o que realmente nos deixa felizes, o que quase sempre ajuda a ter uma vida financeira melhor.
Coincidência ou não, na semana passada, participei do Congresso Nacional das Relações Empresa Cliente (Conarec), que é o maior da área na América Latina. No encerramento do evento, alguns presidentes de empresas bem-sucedidas contaram suas histórias de sucesso, e a relatada pelo presidente da Mormaii arrancou aplausos emocionados da platéia.
Marco Aurélio Raymundo é um médico que terminou os estudos nos anos 70 e foi morar em uma pequena cidade de Santa Catarina. Chegando lá, além de atender e, muitas vezes, comprar remédios para seus pacientes da comunidade carente, ele começou a costurar roupas apropriadas para surfar no inverno.
A novidade chamou atenção e algumas pessoas começaram a pedir para comprar as roupas. Como os pedidos foram aumentando, ele montou uma pequena confecção e chamou os próprios pacientes para trabalhar. “Decidi começar a pequena empresa para ajudar a comunidade a sair de uma condição muito difícil, e não para ganhar dinheiro, mas crescemos muito e nos tornamos um case de sucesso”, contou o presidente.
Hoje, são 32 empresas licenciadas fabricando itens exclusivos com a logomarca Mormaii, que além de atender a todo o território nacional exporta para aproximadamente 50 países. Apesar do crescimento, a companhia mantém seu estilo original, visando a qualidade de vida dos funcionários e da comunidade. A sede continua instalada na cidade de Garopaba, SC, e emprega diversas famílias. Essa é mais uma história em que dinheiro não é o foco principal e poderia contar muitas outras.
Finalizo por aqui e deixo a seguinte mensagem: antes de pensar em dinheiro, descubra o que realmente faz você feliz. Vá atrás desse sonho e seu sucesso virá como conseqüência!
Um grande abraço e até a próxima semana!






