sexta-feira, 10 de abril de 2009

O brasileiro é 75,58% mais empreendedor que os outros

Olá amigos, esta semana trago artigo cuja a fonte segue no rodapé, e é um bom norte para reconhecermos nosso potencial empreendedor, na minha opinião , o que precisamos , é ter mais determinação para que os nossos negócios não fechem nos primeiros anos de existência e engrossem as estatísticas de empresas que fecham antes de completar um ano de idade... méritos a colega colunista Joice Lavandoski que me enviou o artigo.


forte abraço e boa leitura a todos

Vanir Predebon

O brasileiro é 75,58% mais empreendedor que os outros

Em 2001, de cada 100 brasileiros, 14 apresentavam perfis empreendedores. Mantivemos esse índice até 2004. Em 2005, o índice baixou para 11 e se manteve até 2006. Em 2007 e agora em 2008, somos 12 empreendedores a cada 100 brasileiros. A Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira está em 12,02. Mas, é a primeira vez desde que a pesquisa foi iniciada no Brasil (2000) que o país ficou fora do grupo dos dez países com maiores taxas de empreendedorismo.

A oscilação e o resultado não se devem ao fato dos cidadãos brasileiros terem perdido a essência empreendedora, pois ela persiste, mas pela maneira como o GEM organiza o grupo de países participantes do estudo. Países como Bolívia, Angola, Macedônia e Egito realizaram a pesquisa GEM pela primeira vez neste ano e ocuparam posições entre os dez países com as maiores taxas de empreendedorismo. De qualquer forma, ainda somos os mesmos e ocupamos a 13ª posição no ranking mundial de empreendedorismo.

A TEA brasileira é superior à média dos países observados pela Pesquisa GEM, que foi de 10,48%. A TEA média brasileira de 2001 a 2008 é de 12,72% contra uma TEA média dos demais países GEM de apenas 7,25%. Isso reforça que o Brasil é um país de alta capacidade empreendedora e que na média entre 2001 e 2008 o brasileiro é 75,58% mais empreendedor que os outros.

Considerando a evolução da taxa de empreendedorismo nascente em relação à taxa de empreendedores novos no período de 2001 a 2008, observou-se uma inversão na proporção entre os empreendedores nascentes com relação aos empreendedores novos. Em 2001, tínhamos 65% de empreendedores nascentes para 35% de empreendedores novos, e em 2008 há 24% de empreendedores nascentes para 76% de empreendedores novos.

Deste cenário - que permanece otimista - , os jovens entre 18 e 24 anos são os que mais empreendem. Do total de empreendedores brasileiros, 25% são jovens, o que coloca o Brasil em terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas do Irã (29%) e da Jamaica (28%). Mas a explicação para isso pode não parecer tão deslumbrante. Estes países apresentam baixo nível de distribuição de renda e o jovem é obrigado a entrar cedo no mercado de trabalho para aumentar a renda familiar. Empreendem por falta de empregos formais.

Por necessidade também empreendem a maioria dos brasileiros. Nas últimas pesquisas, mais de 50% dos cidadãos abrem negócios por necessidade, uma forma de driblar a constante crise econômica do País que, embora tenha se atenuado nos últimos anos, ainda é presente e se faz sentir na maioria. Dentre os que empreendem por necessidade, os jovens (28% do total) têm renda concentrada na faixa de um a três salários mínimos e nível de escolaridade de 5 a 11 anos. Eles desempenham principalmente serviços orientados ao consumidor (70%), em segmentos como comércio e alimentação, seguidos do setor de transformação (30%), em trabalhos como pequenas atividades de manufatura e industriais.

Já, o jovem empreendedor por oportunidade dispõe de uma renda maior (36% até três salários mínimos; 34% de três a seis salários) e uma escolaridade maior, sendo que 25% estão cursando ou já terminaram o nível superior. Em geral, iniciam seus negócios com atividades mais especializadas. “O jovem universitário, por exemplo, frente à escassez do trabalho formal, abre seu negócio em serviços especializados, tais como contabilidade, apoio jurídico, suporte de informática e outros”, exemplifica Simara Greco, responsável técnica pela pesquisa GEM.

Embora mais qualificados, ainda estão distantes da inovação. O Brasil possui uma das mais baixas taxas de lançamento de produtos novos (desconhecidos para o consumidor) e de uso de tecnologias disponíveis há menos de um ano no mercado. Porém, a pesquisa mostra que 33% dos entrevistados - entre não-empreendedores - comprariam produtos novos e um terço experimentaria produtos ou serviços que usam novas tecnologias. Portanto, caso as empresas invistam em novos produtos, podem conquistar importante fatia do mercado. Oportunidade para verdadeiros empreendedores!

Estes foram alguns dos levantamentos apontados pelo GEM 2008. Em breve, o Sebrae/RS estará disponibilizando em seu site a pesquisa completa para uma melhor análise do cenário empreendedor brasileiro.

Sebrae/R[informativo@sebrae-rs.com.br]

Ivane Fávero
SECRETÁRIA DE TURISMO de Bento Gonçalves

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