(PREDEBON.COM) Este Blog tem por finalidade, troca de informações culturais, filosóficas, políticas, econômicas, entre outras; de cunho relevante para o desenvolvimento social e intelectual de qualquer que seja o interessado em ler tais (nem tão bem) traçadas linhas... Um saluto do amigo, Vanir Predebon
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Empreendedorismo do Sul, nas Alagoas
"O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor"
Che Guevara
Olá amigos leitores e acompanhantes desta coluna. Nesta semana, como estava de férias, quase deixei passar despercebido tamanho detalhe empreendedor que está em algumas “veias”, que acho de suma importância ressaltar.
Como mencionei anteriormente, estava de férias. As mesmas foram usufruídas em Maceió , capital da distante República das Alagoas. Terra cheia de cultura, de mitos, de heróis, de Ex-presidentes (Marechal Deodoro, Floriano Peixoto e Fernando Collor de Melo), de belezas naturais e de outros tantos atributos, (também negativos, pois seguintes guias locais, Alagoas é o Estado mais pobre do Brasil) .
Pelo que andamos conhecendo, acho que se não é o mais, está entre os mais pobres. Como disse o motorista da Van que nos levava para Maceió, quando de nossa chegada, dentro de seu sotaque local , na qual vou tentar reproduzir via escrita : “-Rapaiz, aqui unx tén um monti e a maiuria num tén nádgia mehmo” ou outra guia na qual também falou logo após ter comunicado sobre as riquezas de Alagoas “-É minha gentti, meu ixtádu é ricu vucês num acham nãum ? só qui aqui ninguém sabi onddi vai pará u ddinheiru”.
Olha , vou ser claro quanto a imparcialidade e informação não-tendeciosa de minha parte. Todos já devem estar cansados de assistir na televisão coisas a respeito do coronelismo que impera em alguns rincões deste país.
Mas quando da minha estada naquele Estado , também descobri que Alagoas e o Nordeste tem outra coisa em abundância, Gaúchos ou “do Sul” como eles nos chamam (na verdade para eles, PR, SC e RS é tudo a mesma coisa , chamam tudo de Gaúcho mesmo, hehehe ).
É, isso mesmo, e pelo que pude constatar , a maioria dos empreendimentos alimentícios são tocados por pessoas “do Sul”. Em uma conversa um tanto quanto descontraída na Orla da praia de Pajuçara ,com um professor natural de Santa Maria –RS, conversando sobre algumas particularidades e características locais, comentou-nos que eles adoram os Gaúchos, pois eles sabem comandar, tem carisma, sabem liderar suas equipes. Mas o mais interessante é que ele estava tentando colocar uma pitada de liderança e autonomia nos seus colegas de trabalho do Nordeste, um pouco de empreendedorismo, mas eles mesmos alegam que os "do Sul" é que sabem fazer bem.
Só para terem idéia do potencial empreendedor do Sul visto por nós somente no estado das Alagoas, vou enumerar alguns empreendimentos:
-a Galé que nos levou para o passeio das piscinas Naturais em Maragogi, é de propriedade de um senhor de Erechim.
-A maioria dos empreendimentos ligados a gastronomia na Orla entre Pajuçara e Ponta Verde , é de empreendedores ou administrada por algum desbravador do Sul.
-Passamos em uma cidadezinha vizinha a Maceió, Paripueira, na qual adivinhem o nome da churrascaria ( humilde diga-se de passagem ) :
“Recanto da Gaúcha- tudo na Braza”
-Adivinhem de quem era a lojinha do hotel onde estávamos hospedados????
Vera Zottis Pizzatto, de Bento Gonçalves.
-Adivinhem de quem era a capetaria, aluguel de cadeiras e guarda-sóis em frente ao hotel ????
Jovino Nolasco de Souza Júnior , de Bento Gonçalves
-Passamos ainda em frente a famoso restaurante do Bigode (falecido estes tempos em Maceió) Muito conhecido por lá...
Ressalto aqui o Jovino e a Vera que tivemos o prazer de reforçar nossas amizades , pois convivemos e desfrutamos de suas companhias alguns dias por lá... O Jovino, pela qual fizemos muitas algazarras em nossa juventude. Fiquei surpreso ao vê-lo comandar seu negócio na beira da praia com bravura e maestria, sabendo conduzir seus colaboradores e já com know how suficiente para ampliar seu negócio. Percebi também a valorização que dá a seus colaboradores. A Vera, pela sua hospitalidade nata, pela sua desenvoltura. Em momentos quando ainda não sabíamos que ela era de Bento , pensávamos que ela era dona do Hotel, rimos muito com isso , hehehe, seu trato refinado com os clientes e com sua ajudante. Achávamos que estávamos longe, percebemos então o quanto o mundo é pequeno.
Bem, acho que ficou claro o potencial empreendedor das pessoas do sul , não sei se só o frio faz toda esta diferença em ser proativo e se lançar como gestor de um negócio, mas vimos esta diferença clara na qual, em alguns momentos, em meio as diferenças sociais, colocamos pensamentos negativos em nossa mente, do tipo “o mundo não tem mais jeito”. Podem ter certeza que está longe mesmo este dia, mas alguém tem que tentar. Que sejam as pessoas do Sul então que levem este legado, tentando ensinar um pouco do empreendedorismo aqui vivido. Temos que dar também educação a este povo humilde e corajoso, pois somente migalhas não farão a diferença.
Finalizando este texto , e já que comecei com frases de Che, deixo outro ideal deste nobre revolucionário... “Povo que não sabe ler nem escrever é facilmente enganado”. ...(favor não confundir/misturar com esta famosa frase de nosso hino Gaudério "Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo"). Para que não me entendam mal, esclareço. A frase inicialmente citada, foi dita no meio da revolução cubana , onde ao mesmo tempo em que guerrilhavam, Che, um estrangeiro na ocasião, exigia que seus militares estudassem nas horas vagas, mesmo que esgotados. Talvez esta foi uma das diferenças que fez a revolução cubana ter êxito... o restante é outra história, e ao meu ver, poderia talvez, ter outro final.
Espero que tenham gostado ,
E viva este nosso Brasil Continental.
Uma boa leitura e um forte abraço
Do amigo
Vanir Predebon
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Música, Um Empreendimento - DJ Zonattão
Esta coluna dedico àqueles que ficam sentados reclamando e vendo a banda passar, talvez esses terão de assistir o sucesso de pessoas como as que você vai ler abaixo, pessoas que fazem e isso é que é empreender e o que faz a diferença. Não se espante se a determinação deste empreendedor cultural o levar a fama e de repente o assistir em horário nacional, no mínimo, é esse o exemplo e o que podemos esperar.
Apesar do mercado nacional de música, estar seguindo a tendência mundial, apresentando queda ou estagnação nas vendas de músicas nos formatos físicos tradicionais, ainda é um mercado rentável.
Ninguém vive sem música.
Em 2000, o faturamento do setor com a venda de CDs foi de R$ 891 milhões em 2004 foi de R$ 701 milhões e em 2007, segundo dados coletados pela ABPD As gravadoras independentes são responsáveis por aproximadamente 25% do mercado fonográfico brasileiro, com cerca de 13 milhões de CDs vendidos em 2004, segundo dados da ABMI.
A análise desses dados revela a existência de uma grande gravadora independente no país – Trama Music – que foi responsável por cerca de 8% das vendas do segmento; esta participação corresponde à venda pela Trama de cerca de um milhão de cópias no período
Vocês podem se perguntar ou deduzir que esse mercado, em termos de produção, existe, mas não tão próximo de nós, do tipo, na minha cidade que não é um grande centro.Mas então cito o exemplo do Músico e DJ Zonattão. Ele investiu e montou seu próprio Home Estúdio, fez a produção de sua obra, fechou parcerias com fornecedores para a matéria prima e para a confecção do cd, também fechou parcerias com um Selo/Gravadora e com lojas para distribuição do CD negociando um percentual para ambos na venda.
Com isso viabilizou o cd por 1/3 do valor de mercado, mantendo a mesma qualidade do produto.Através destas parcerias, da divulgação via jornal,e via internet, vendeu em torno de 50 cópias em apenas uma semana, inclusive para fora do país. Este trabalho fez com que no dia 27/05/09 fosse um dos destaques no maior portal de música independente do Brasil, o Trama Virtual e um dos artistas selecionados pelos curadores nacionais para o Evento Expressões OI Porto Alegre. (02/08/09). Além de convites para se apresentar em São Paulo e Belo Horizonte.
Por isso é importante formar produtores, bandas e artistas capazes de adotar uma postura empreendedora em suas carreiras e de planejar o seu desenvolvimento conjunto. Estimular e instrumentalizá-los para que encarem a banda como um empreendimento.Preparar profissionais da área musical para lidar com a sua prática de acordo com os seus objetivos
Para conhecer o trabalho do DJ Zonattão acesse
www.myspace.com/djzonattao
Baixe algumas músicas do seu disco intitulado Sampleado & Percursivo
http://tramavirtual.uol.com.br/favoritoArtista.jsp?id=776788
Adquira o CD:
Loja Mississipi Records
Rua Assis Brasil, 413 / S 102 (Defronte a Delegacia de Polícia)
Bento Gonçalves - RS
Fone: (54) 3452-4989
182 Tattoo Body Piercing
Loja 01: Shopping Bento, 2º andar, Sala 57
Marechal Deodoro, 238 – Centro - Bento Gonçalves - RS
Fones: (054) 99326902
Loja Afú Estilo de Rua
Avenida Júlio de Castilhos 2406, Sala 27 da Galeria São Pelegrino - Caxias do Sul- RS Fone: (54) 3025- 5701
Contatos:
Fone:(54) 9995-1345
E-mail: velhagrooveproducoes@hotmail.com
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Gari no olho do capitalismo selvagem!
Olá Caros leitores, abaixo de minhas anotações particulares, segue um artigo que demonstra a importância de incentivarmos o empreendedorismo no País, texto que pode ocasionar uma certa “contestação”, mas creio que isso é válido, e muito, para nossa própria reflexão e sentirmos para onde estamos rumando. No mínimo servirá para que realizemos algo, de real e de valor, (de preferência) nesta vida. Afinal de contas, por que estudamos tanto (ou nem tanto assim)?
Sendo assim, não querendo demonstrar (já demonstrando) o meu descontentamento com o processo educacional no Brasil, que ao meu ver está nos trazendo conseqüências tristes e muito trabalho. Opinando humildemente, creio que isso não é só defeito da escola, primária, secundária ou superior. É também culpa da cultura impregnada do "eu sou malandro", que está ligada à moda de ser displicente e pouco compromissado com as artimanhas da vida. Atualmente, um jovem não precisa mais do que um computador e um celular para se divertir.( pelo menos é o que eles pensam que é diversão).
Há outras facetas que explicam as “dificuldades” que nosso povo atravessa (sim, entre aspas mesmo, pois aqui tudo é festa, “o mundo está em plena harmonia”) .
Nada é sério neste país, são muitos os exemplos que podemos citar:
Nossa Instituição Polícia, serve para quase tudo, entre elas intervenções no trânsito, porém, enquanto isso, os falcões do tráfico, bandidos, assassinos, estupradores, CORRUPTOS, entre outros covardes estão trabalhando a todo vapor. O que quero dizer aqui é que as qualidades pró ação, bom senso e visão, que são atributos dos empreendedores, estão extintas e não há esforços para este tipo de evolução. ( esse assunto dá muito pano pra manga, mas é muito mais complexo que estas sete mal traçadas linhas)
Nossas fronteiras estão desprotegidas, nossas crianças estão desprotegidas, Eu, Você, todos estamos a mercê de um estado corrupto e falastrão. Estado este, onde as leis não tem o mesmo peso e valor para qualquer um, sendo assim, podemos nós esperar que o ensino melhore, se as instituições não melhorarem e os valores forem transformados?
Enquanto o mundo está derretendo literalmente, vivemos em um país que a moda é dançar o Tchan, ou o Funk, ou o Pagode(cada um em sua fase). Vivemos num país onde pessoas(maioria) são facilmente induzidas pela mídia e não tem nenhum poder (leia-se entendimento) de contestação(nem de bom gosto).
A “massa” é cada vez mais empurrada para os morros, e aqueles que tem condição de se manter em um condomínio ou comprar uma habitação financiada em 20 anos, vão se matando cada vez mais de tanto trabalhar para manter esta estabilidade adquirida. Leia-se aqui: pagando mais impostos, tendo que pagar seguros duplamente de tudo(carro, de vida, privada), tendo de pagar pelo ensino, pela saúde, pela previdência. Acho que alguém esqueceu que já pagamos impostos. Bem, continuando o raciocínio, para manter todos estes pagamentos em dia, muitas vezes é preciso deixar sua família de lado,(e se matar de trabalhar), perder o convívio necessário para a contínua educação e aprendizado de seus filhos, e os relacionamentos assim , enfraquecem-se , a culpa não é só dos professores que não tem métodos de ensino adequados, temos sim muita alienação no mundo real e não sei onde tudo isso vai parar .
um forte abraço
do contestador e indignado amigo (risos simpáticos para não parecer tão indignado assim)
Vanir Predebon
Introdução (Texto extraído do trabalho de conclusão de curso de meu amigo Vinícius Fornasier, na qual aborda a Afetividade na relação Educador-Educando , ver mais em http://vinifornasier.blogspot.com/)
Segundo BOFF (1999), o cuidado não pode ser resgatado a partir do trabalho, mas, sim, da consciência dos valores mais essenciais. É repensar como olhamos para a vida. O cuidado é ternura, afeto, sentimento ao próximo, relacionando-se e tratando-o como sujeito e não objeto. BOFF (1999) também deixa claro que o trabalho não pode ser visto como objetivo, pois objetivos se criam para objetos. Diante do ser humano, o trabalho passa a ser uma relação amorosa, de sintonia com o sujeito. Ouvindo e sentindo o que este traz ao momento, valorizando o sujeito como alguém que tem história, que merece o devido valor como ser humano.
Cumpre enfatizar que os “objetos” não são objetos em si. São feitos objetos pela razão, pois ela os isola de seu meio, os separa de outros companheiros de existência e os usa para seus interesses. A “objetividade” é uma projeção da razão. Os ditos “objetos”, na verdade, são sujeitos que têm história, acumulam e trocam informações e pertencem à comunidade cósmica e terrenal (BOFF, 1999, p. 94).
Gari no olho do capitalismo selvagem!
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:23 hs.
29/10/2009 - Tomando meu café ontem de manhã, antes de vir para a empresa, ouço a interessante notícia no telejornal matutino: Concurso para Gari em São Paulo bate recorde de pessoas (antes de encerrar as inscrições). Dos 110.000 inscritos, cerca de 1000 possuem curso superior, entre estes, segundo o telejornal, alguns mestres e- pasmem- doutores!
Imagina o sujeito fazer mestrado ou doutorado e acabar na fila se inscrevendo para ser Gari. Nada contra a profissão de gari, que é digna e bastante necessária à conservação da limpeza de nosso ambiente urbano. Mas no Brasil, esta, como diversas outras profissões menos “elitizadas”, geralmente pagam salários quase miseráveis. E de verdade, quem faz um curso superior não espera colar grau e varrer as ruas, por mais digno que isto possa ser.
Mas enfim, o que acontece? Como é que um indivíduo com curso superior, um mestre, ou até um doutor, vê-se numa situação destas? Falta de oportunidades? Desemprego estrutural? Crise mundial? Nacional? Em parte sim, concordo.
É certo que o Brasil está longe do pleno emprego e a coisa não anda fácil, mas há também um fator histórico muito importante influenciando esta realidade que vivemos hoje em São Paulo com relação aos que possuem 3º grau: O abismo gigantesco entre a formação acadêmica e a preparação mercadológica; a falta completa do desenvolvimento de atitudes empreendedoras nos que se graduaram em nossas universidades; seja no presente, seja no passado.
Na minha área de formação mesmo, psicologia, é possível ver um indivíduo fazendo uma complexa tese sobre, digamos, “A subjetividade do excluído social na América Latina pós-moderna”, mas o mesmo indivíduo “não faz idéia” de como transformar o conhecimento que tem em algo rentável; não consegue nem mesmo montar uma ONG que seja, para ajudar o coitado do excluído que analisou em seu trabalho.
A pessoa quer fazer ciência, o que é louvável, mas esquece que tem que comer e pagar as contas. Não sabe fazer um currículo, não sabe fazer a gestão de uma carteira de clientes; não sabe participar de uma entrevista de trabalho (ou sequer se vestir para uma); não sabe fazer marketing de si mesmo; não sabe organizar uma planilha de custos; não sabe ganhar mercado; não sabe desenvolver um negócio; resumindo, não sabe sobreviver profissionalmente.
Ora, as ciências que nos são ensinadas nas Universidades nos são apresentadas como possíveis profissões, das quais supostamente vamos tirar nosso sustento, sobrevivência e prosperidade financeira. Sob este aspecto o pragmatismo é absolutamente necessário, e a transformação do conhecimento em algo que possa ser realmente “vendido” é imprescindível. Isto não é desvirtuar o nobre caráter da ciência, e sim utilizar seu curso superior como uma “profissão” que o permita viver bem. Você pode até achar triste, mas é o capitalismo, e você precisa comer!
Como já disse em um artigo anterior, estamos formando por aí “odontólogos que sabem muito bem obturar ou mesmo implantar um dente, químicos que entendem profundamente suas fórmulas; advogados que conhecem muito bem as leis que estudaram; psicólogos que compreendem as complexas teorias do comportamento, e engenheiros que fazem seus cálculos com extrema exatidão; mas, em grande parte, pessoas que não fazem a mínima idéia de como oferecer seus serviços ao mercado, nem mesmo conseguem transformar o conhecimento que possuem em algo que traga algum retorno efetivo, tanto profissional como pessoal.”
Não pretendo com estas afirmações questionar a inteligência dos possíveis doutores garis que se inscreveram. Não sei da realidade e das dificuldades de cada um. Na verdade os considero, sob muitos aspectos, vítimas de um quadro social extremamente desequilibrado e, mais ainda, de um sistema educacional passivo e fraco do ponto de vista do desenvolvimento empreendedor.
Porque empreender não é ser empresário, não é ter o próprio negócio. Aliás, é também, mas vai muito além. Empreender na vida é ser capaz de enxergar um objetivo, identificar as competências necessárias para atingi-lo e partir para a ação. É ser capaz de buscar informação, que hoje é barata e acessível, para completar o quadro de competências mais desejadas pelo mercado. É, especialmente, ser capaz de olhar o mundo com olhos analíticos e se adaptar criativamente a ele.
Algumas raras pessoas têm o dom natural de fazer isto, mesmo sem estudo ou estímulo algum; chegam num lugar com uma mão na frente e outra atrás e, alguns anos depois, são bem sucedidos em suas empreitadas; mas a grande maioria de nós mortais depende da educação para desenvolver estas características. Uma educação que não existe; que não nos prepara.
É preciso ser inteligente sim, para passar em um concurso, mas o Estado não vai empregar todo mundo, e quem não for muito bem preparado, intelectualmente e COMPORTAMENTALMENTE, não entra na competição aqui fora. O curso superior não vale quase nada se você não souber tirar proveito dele.
Sem dúvida o sistema educacional de nosso país é totalmente ineficaz em nos preparar para sobreviver no cerne do capitalismo que dita as regras do mundo atual; e de verdade, se você quiser conseguir um lugar ao sol terá que, por si mesmo, usando sua curiosidade e persistência, descobrir os meios de transformar as informações que tem em algo pelo qual alguém queira pagar.
Não acredita num mero psicólogo? Vai lá então e pergunte a um daqueles doutores.
Bruno Soalheiro
Fonte: Portal O Gerente
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Quer aprender a inovar?
À todos uma ótima leitura!
Abraço do amigo Vanir Predebon.
Quer aprender a inovar?
Diversidade – Não é apenas uma questão gênero e raça, mas principalmente de diversidade de pensamento. Profissionais muito parecidos tendem a ter as mesmas conversas, as mesmas idéias e a trabalharem da mesma maneira, sem trazer pensamentos frescos para as empresas. O ideal é que entre seu time de funcionários haja jovens e profissionais vindos de outras empresas e setores.
Conexão – “A maioria das grandes idéias não são inteiramente novas, elas partem de algo que já existe. Foi assim com o eBay. Há quantos anos não existem os leilões? Há quantos anos as famílias não vendem objetos que já não desejam mais? Isso sempre existiu, o que fez o eBay único foi ter juntado tudo isso na internet”, defende Rowan.
Desafiar ortodoxias parece ser essencial para criar algo inovador. Exemplo? Agricultores japoneses passaram a plantar melancias quadradas, já que as redondas são pouco práticas para serem cortadas e armazenadas.Ciência de outro mundo? Não, elas são plantadas em uma caixa para crescerem dessa maneira. Hoje, as melancias quadradas são um hit no Japão.
Saber identificar tendências é essencial para poder lucrar com elas. O Twitter é um desses casos. Em 2008, o microblog contava com 1,6 milhão de usuários. Em 2009, um ano depois, já são 32,1 milhões.
Um último ponto é saber antecipar as necessidades do consumidor. Descobrir o que ele deseja antes de ele querer. Uma empresa de telefonia, por exemplo, desenvolveu um celular voltado para mulçumanos. O aparelho avisa o usuário do horário das rezas e, através de seu GPS, informa a direção de Meca.
Então é fácil inovar? Claro que não. Mas colocado dessa maneira até parece, não é mesmo? Boa sorte, futuro inovador.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Especialização em Gestão Empreendedora
A Ftec Bento busca alunos para a Pós em Gestão Empreendedora, sendo que a nova turma inicia em Outubro Basta enviar o nome e o e-mail ou telefone para a Coordenação da Pós Graduação da Ftec, Prof. Debora Frizzo - deborafrizzo@ftec.com.br, fone 34526644, e a Faculdade estabelecerá o contato.
“Nem todas as pessoas que são empreendedoras, necessariamente abrem empresas ou negócios. Basta ter vontade de realizar ou finalizar um projeto, deslocando seus esforços e recursos para tal, que você estará muito próximo de se tornar um empreendedor.”
Especialização em Gestão Empreendedora.
Abaixo seguem alguns diferenciais:
- Aulas durante a semana, nas segundas, terças e quartas à noite;
- Professores disponíveis, com titulação e experiência de mercado, oferecendo assessoria e acessibilidade fora do expediente de aula;
- Auxílio da Plataforma Moodle ( Ensino a Distância);
- TEAL (experiência diferenciada, de Treinamento Empresarial ao Ar Livre)
- Investimento seguro e acessível;
-Tempo de duração: 01 ano
Maiores informações e contato com:Coordenação da Pós Graduação da Ftec Prof. Debora Frizzo - deborafrizzo@ftec.com.br Fone 34526644
Um forte abraço e bom proveito aos interessados
Do amigo
Vanir Predebon
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Maravilha de Slogan
A maior competência de um gestor, hoje, é saber perguntar: estimular, ajudar a equipe no diagnóstico e, assim, encontrar uma solução coletiva para um problema inédito.
O gestor não é mais o senhor sabe-tudo, mas o senhor - pergunta tudo."
Luiz Carlos Cabrera
Maravilha de Slogan
Olá amigos leitores, esta semana venho falar de um slogan que mexeu com minha cabeça.
Todos nos tornamos céticos quando alguém insiste que ainda existe humanidade nas organizações, e, quando me deparo com algumas empresas, percebo que ainda tem jeito sim. E não precisa ser o Google para promover este tipo de cultura organizacional.
Vou tentar não fazer propaganda e preservar o nome da mesma, até por questões de competitividade, já que nosso pólo moveleiro é concorrido e todos que estão envolvidos estão loucos para saber segredinhos alheios (risos)
Bem, primeiramente, gostaria de frizar a cultura da empresa, onde percebi todos os setores onde estive, pessoas comprometidas, trabalhando com amor, e o mais importante, humor(sem querer rimar, já rimando) .
Percebi também, a preocupação de uma simples secretária, em resolver um problema de um desses representantes que não podem atender ao cliente naquele momento específico. (aliás, nunca tinha visto isso na minha vida. Uma secretária engajada com a causa e preparada para resolver um problema, que para mim, não parecia ser tão simples assim e nem ser assunto de sua alçada)
E esta secretária não estava fazendo nada forçado, ela sabia e tinha muita convicção de que o cliente SEMPRE tem razão.
Aproveito o ensejo e parafraseio Luiza Trajano Donato, “o custo de resolver um problema percebido por um cliente, mesmo que este não tenha razão, é mínimo se comparado a otimização da propaganda positiva que este fará quando da plena satisfação perante nossa loja”. Pois foi exatamente isso que percebi na secretária pronta e preparada para resolver o problema junto àquela cliente descontente, que após ter desligado o telefone, calmamente se dirigiu a mim e mudou a conversa de uma maneira tão espontânea e natural que foi onde percebi que não fora forçada a situação diante daquele descontentamento, e sim, uma reação natural de alguém que sabe sua importância dentro de uma empresa e que ser uma “psicóloga” às vezes, não precisa ser tão ruim e nem mesmo forçado.
Vi ainda uma empresa, com placas em locais estratégicos(e não foram poucas), com citações semelhantes à essa:
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin
Percebi, muito mais coisas que isso, mas percebi claramente que autonomia e ambiente alegre e descontraído combinam sim, quando os colaboradores são encorajados a agir, a viver, a se relacionar.
Estas coisas não acontecem por acaso, existem pessoas que traduzem e mentalizam isso. Mentores, na qual deixam seu legado através de seus ideais, e foi exatamente isso que percebi nesta empresa.
Ahhh, o slogan, já ia esquecendo, qual poderia ser? Um empresa dessas só poderia estar de bem com a vida não é mesmo? Pois é esse mesmo o slogan dessa empresa ...“De bem com a vida”!
Um forte abraço
Do amigo
Vanir Predebon
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O Desesperedorismo
Olá Amigos , esta semana segue o lançamento de uma nova tendência lançada aqui em nosso "subcontinente Tupiniquim". Trata-se do Desesperedorismo, e não é para rir( tá bom pode rir só um pouquinho , risos) . É isso mesmo . Abaixo vocês poderão esclarecer o que foi conceituado por Carlos Nepomuceno. Minhas concordâncias com o artigo são quase que unânimes, porém, não por completo. Não podemos desistir, e sim imaginar que tem de haver uma luz no fim do túnel, construir os ambientes e condições citadas abaixo e investir para que um dia sejamos ditadores de tendências, vindo a ser assim realmente um paísdo futuro.
Méritos ao meu amigo Ernani Tomedi, que foi o transmissor do artigo .
um forte abraço e bom proveito da informação repassada.
do amigo
Vanir Predebon
Por Carlos Nepomuceno
Data de Publicação: 15 de Julho de 2009
O futuro não acontece simplesmente. Ele é construído. Ele é aberto e não fechado. É divergente e não convergente - Eunice Soriano de Alencar - da minha coleção de frases
Dizem que o Brasil tem o espírito empreendedor.
Já acreditei nisso, não mais.
Acho que inventamos o desesperedorismo - um tipo de atividade que os humanos fazem - de forma desesperada - para conseguir sobreviver, contra tudo e contra todos.
O tema me vem de pronto, pois encontro uma amiga no Museu da República que me fala de uma idéia maravilhosa na Web.
Eu, que já tive mil sonhos e idéias, suspiro.
Já rodei meu plano de negócios (vários deles) em investidores e sei hoje que o Brasil decididamente não quer (ainda) novos negócios.
Algumas iniciativas isoladas, mas nada como política estragégica.
O ambiente nos empurra para os grandes monopólios e para o poder do Estado.
A juventude hoje quer um emprego público.
Quem fatura são as empresas de concurso, novos monopólios de ensino.
Um ambiente empreendedor exige:
* Dinheiro barato;
* Investidores criativos;
* Incentivo do Estado;
* Incentivo à inovação;
* Educação criativa e não tolhedora.
Olhem para os lados e notem se há algo assim no horizonte.
Vejam o quadro:
* Temos os juros mais caros do mundo;
* Investidores que exigem retorno semana que vem;
* Um Estado que quer ser o pai e não um parceiro, que quer dar esmola e não ensinar a pescar, que só cresce e não fortalece o social empreendedor:
("vinde a mim as criancinhas que elas não sabem fazer concurso";
* Por fim, quem inova é considerado maluco;
* E os poucos que vão e ficam na escola, são doutrinados para serem tapados.
Outra tese: quem passa em concursos públicos é o pessoal da inteligência acumulativa, de dados, não aqueles que têm a inteligência da ruptura, geradores de novos cenários.
Isso é grave!
É o caos do tiroteio de cego na casa da mãe joana!
O Brasil inova mais uma vez: criou o desesperedorismo!
Concordas?
PS - sugiro a leitura do livro Startup, de Jessica Livingston, que tem como pano de fundo o ambiente propício à inovação americana. Não é para copiar, mas para pensar.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Aspectos Antropológicos de nossos empreendedores( Faceta dos imigrantes Italianos)
do que ter uma oportunidade e não estar preparado “
Whitney Young Jr.
Olá Amigos, sei que tenho que ter cuidado com o que escrevo e posso ser execrado (opa, agora exagerei,risos) , porém o que abaixo pode ser lido, não é para ofender ninguém e sim indentificar o que podemos melhorar, pois somos seres humanos, cheios de erros, portanto pré dispostos a ser ( ou não ) exatamente tal qual a carga genética que estiver correndo em nossas veias .
Certa vez escutei alguém dizer: “Pôxa, parece até que italiano tem raiva de italiano” talvez nem Maquiavel possa explicar, mas que esta colocação não é tão descabida em se falando de nossa etnia.
Quero lembrar que me incluo neste contingente acima e abaixo citado, por isso também me reconheço nos descritivos, isso não quer dizer que somos seres humanos ruins ou pervesos. Somos sim , pura e simplesmente seres humanos , que podem e devem despertar para a vida em algum momento e evoluir.
Como a maioria de todos que estudaram, leram ou ouviram alguma coisa a respeito da imigração italiana em nossa região, sabemos que os imigrantes sofreram muito, quer seja em seu país de origem , onde passavam dificuldades e muitas vezes fome árdua, onde trabalhavam na maioria das vezes como camponeses quase escravos na terra de seus “paroni” (patrões) . O sofrimento não cessou e sim continuou, na troca do “nada” por “quase nada”( esta expressão devo ao amigo José) quando da travessia do Oceano Atlântico , ou ainda quando chegaram em nosso País , onde continuaram passando fome até que suas plantações começassem a render alimentos (em terras onde somente os italianos conseguiriam se adaptar( lógico que aqui não falo dos Índios, na qual sempre foram os verdadeiros donos desta terra e que estes sim eram adaptados, mas em menor número que a italianada vinda para cá) tendo em vista a densa mata, umidade e relevo extremamente acidentado), mas o Imigrante , foi muito criativo e certamente outro povo não teria conseguido sobreviver neste solo úmido e frio, e graças a topografia que era parecida na Itália conseguiram subsistir e conseguir a almejada “cucanha”. Aqui vale salientar que o pinhão e a polenta foram dois ingredientes na qual a base culinária foi calcada por um bom período .
Sua criatividade fez com que rapidamente os imigrantes aqui chegados , conseguissem progresso à custas de muito trabalho e ajuda mútua entre os compatriotas, este povo sabia muito bem trabalhar com madeira, metais e de tudo um pouco .Sabemos também que todas estas dificuldades fizeram com que o “gringo” como eram chamados, dessem muito valor aos seus pertences, bens e economias , e juntamente com sua religiosidade exacerbada e já culturalmente arraigada em seus genes , as riquezas eram muito pouco utilizadas em compra de pertences e o gringo ficou conhecido como mão fechada, a não ser , para a compra de terras , na qual até hoje em dia podemos ver muitos de nossos Empreendedores apegados às mesmas ( parte disso pode-se creditar a escassez de terras enfrentada na Europa). Por um lado tudo isso é bom , o acumulo de riquezas fez brotar cidades muito prósperas na Serra Gaúcha a exemplo visto do que são cidades como Bento, Caxias e todas as outras que formam as antigas Colônias italianas. Geraram riquezas e consequente progresso, mas por outro lado, como o gringo não tinha nada e de repente vê-se em meio a fartura, isso fez brotar uma competição gerada principalmente pela inveja, sim , ela mesmo, bem ou mal , foi ela que fez gerar boa parte de todo este progresso, este foi o lado bom e apenas este, o lado ruim desta faceta, é que a partir daí viu-se que as chances de continuarem a trabalhar em conjunto com seus vizinhos, já não era mais tão viável, pois antes quando todos não tinham nada , todos eram iguais, agora quando alguns tem, os outros também o queriam. Atrelado a tudo isso, veio a onda do capitalismo e a Segunda Grande Guerra. O Resultado de tudo isso é o individualismo que está presente em nossa sociedade na qual as vaidades sempre põe a prova a continuação de qualquer que seja o projeto, levando-se em conta sempre que o umbigo mais próximo é o centro do mundo – nasce assim o Umbigocentrismo (boa essa não? Eu também sei inventar nomes “pomposos” para eventos inexplicáveis, (risos)) .
Chamo a atenção para mais um aspecto que vem desde nossos antepassados, a Prepotência. Nossos novos ricos se tornam desconfiados, pois está nos seus costumes, duvidar que os outros queiram que ele vá bem, mas isso já era assim ainda na Itália, e Maquiavel tentou explicar a mais de 500 anos. Se por um lado , quando este era pobre, ou trabalhador normal , vivia bem, tinha um bom círculo de amizades, humildade, é comum vermos nossos semelhantes em genética sendo mesquinhos, avarentos, ávidos por dinheiro( méritos ao amigo Ivo que me inspirou esta expressão ) desdenharem seus próximos, após terem conquistado o sucesso empresarial ou profissional. É por isso também que é normal vermos disputas em empresas familiares e desavenças entre irmãos, pois nossos novos ricos não sabem ainda lidar com a fartura, e isso é muito ruim para o empreendedorismo. A vaidade é a grande inimiga dos negócios bem sucedidos, muitas vezes a mesma , põe em risco todo o processo corrente de relacionamentos empresariais e parcerias em nome do poder e da vaidade , dando assim espaço para a peçonha alheia, boatos e fofocas a cerca de tal empreendimento.
Parando por aqui pois acho que já escrevi demais, e estou me sentindo deprimido (risos), todos sabemos que isso não pode ser generalizado, mas se nossos decendentes e contemporâneos “vivêssemos” ( aqui pode ser lido muitas coisas diferentes, mas principalmente se pegássemos um pouquinho mais leve )apenas um pouquinho mais , talvez os próprios empreendimentos fossem ainda mais prósperos.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
CHINA IN BOX ( Robinson Shiba )
Abaixo segue alguns apontamentos do Case china in Box do proprietário Robinson Shiba, sua tajetória, o começo, as dificuldades e percalços que teve de passar para se tornar uma das maiores redes de fast food do Brasil e com planos audaciosos para se tornar global .
A todo pequeno, médio ou grande empreendedor, é necessário no mínimo dispensar alguns minutos para esta leitura.
Estratégias de Shiba para atrair a clientela
-1º a utilizar embalagem box para levar
-1º a mostrar a cozinha , os empregados se apresentavam melhor por este fator
-panfletos bonitos em 4x4 cores , ao invés do tradicional panfleto em papel jornal e uma cor apenas .
-shop swei é chinês iak soba é em japonês ...
-a mochila do motoqueiro foi idéia de um motoqueiro (o isopor estragava a principio) então foi criada a mochila china in Box , com logotipo (pioneirismo, hoje motoqueiros espalhados nos mais variados rincões deste país usam mochilas térmicas para transportar refeições )
-biscoitinho da sorte , no começo muita gente comeu papel ( hehehe )
-92 primeira loja , 93 segunda e 94 mais 4 com parentes ...( hoje são mais de 130 em todo Brasil)
-os telefonemas começaram a a tocar , a perguntar se o china in Box era uma franquia ... e assim foi crescendo , achavam que era uma empresa americana, e ele falava que sim , heheheh ( mentiroso)
Como Shiba estruturou sua rede de franquias
A partir daí, Shiba começou a formatar a franquia da china in Box , demorou para entender as regras, em certo dia, juntamente a uma consultora , ( Celina ), ressaltava a ela que na visão deles( os atuais franqueados da época ) , o que enxergavam( eram na época 6 lojas e almejavam crescer para 10 ) ela falou que ele não entendia o que era franquia ...” você pode crescer muito mais que isso, ou seja, onde tiver potencial de consumo você pode ter uma unidade, no mundo todo “, e continuou “ ... não tem número .... como? Sendo a melhor ... todo dia quando você acordar ,.. se pergunte o que você vai fazer hoje para ser a melhor e maior delivery de comida chinesa do mundo ....” aí bateu o estalo em Shiba, que até então almejava crescer para no máximo 10 lojas , e foi seguindo os concelhos de Celina, todo dia ele levantava e pensava o que ele e sua equipe podiam fazer para ser a maior e melhor rede de delivery de comida chinesa do mundo .
Resultado? Percalços , Dificuldades ...
Mas ele precisava entender mais sobre franquias e foi se aperfeiçoar .
-1994 participação da feira de franquias ...
-97 crise na Rússia, disparou o dólar , queda do pib , entre outros...
-liga a todas lojas uma a uma pessoalmente
-ano a ano uma grande pesquisa pro Brasil inteiro , comunicação freqüente com franqueados, 5 atendentes, 5 entregadores, 5 cozinheiros, e ficam 5 dias conversando para ver sugestões e todos conselhos são de funcionários, que são os grandes conselheiros conforme Shiba define.
-logística , até 97 cada loja comprava regionalmente seus produtos , não tinha padrão ...com crescer em todo país ? tem que garantir padrão e qualidade ...
1998 , inicia expansão internacional,
erros da internacionalização , erros da Argentina,( brasileiro tocando o negócio deu errado ) e lições do México , jardim dos EUA ,( americano que tocou o negócio no México) é aquela velha história , “não basta parecer mexicano, tem que parecer mexicano.”
-loja da Argentina tinha mesas
-loja do México 5 mesinhas, começaram por Guadalarara, mercado teste do México , como Curitiba é para o Brasil.
-série Malhação resolveu colocar sushi bar na escola, o marketing gratuito foi de arrasar .
Perfil do vencedor
(iniciativa, criatividade, tolerância a riscos, perseverança, ousadia , humildade, capacidade de sonhar, paixão )
-empreendedor não pode pensar em “ quanto vou ganhar” ou se vai quebrar a cara com isso .
Grau de Importância para o delivery e consequente crescimento do negócio
TEMPO DE ENTREGA, americano, a qualidade é bem pior lá, mas é muito mais rápido , conceito de rapidez...
-foco no cliente , todos que mandam um email ,, este email TEM QUE SER RESPONDIDO
-RECLAMAÇÕES ( reciclagem de atendentes, treinamento e melhorias no atendimento...
-restaurantes distintos, públicos distintos , preços distintos, Novos restaurantes (gindai( a la carte ) , donburi , ounhan( rodízio ))
-inovação todo dia, conselhos de franqueados, de colaboradores, pessoas que ficam rodando praça de alimentação para antever melhorias ....
GEOMARKETING, 97 lance de sorte, feeling em Carapicuíba ,...
-testes cegos com yaksoba dos concorrentes
-cozinha turnover pequeno ...mão de obra nordestina ... atendimento turnover alto
-pesquisa , 60 %consumidores são mulheres , Adriane Galisteu coube no orçamento da rede ....
-sócios , um trabalhar mais do que outro , relação difícil , quem trabalha , recebe pro labore , receber um salário como qualquer outro funcionário ... teve lucro?se não teve, então não tem divisão de lucro. Férias????? Combinar tudo... 13º , planos de saúde ? e tudo mais ...
-fundos de investimentos como sócios do negócio? Fundo construtivo , implantar mecanismos que normalmente um pequena empresa não tem como governança, tranparência, crescimento da empresa, aí é bem vindo
-abrir a empresa pro mercado , reconhecimento da empresa no mercado .
-VALORES ( não abre mão disso ) – lucratividade, venda produto de qualidade, responsabilidade sócio ambiental e ética
-TENDÊNCIA , OS GRANDES COMPRANDO OS MENORES
Estes foram os pontos que consegui captar no dia da conferência, espero que tenha os ajudado
Um forte abraço
Do amigo
Vanir Predebon
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Sucessões
Esta semana trago um assunto polêmico, que se trata das sucessões nas empresas, principalmente as familiares, na qual geralmente é um verdadeiro martírio para a geração que deixa a empresa para a geração que vem atrás. E este assunto é bem colocado, em momentos de tragédias como esta citada acima, para refletirmos se é o bastante, esposo e esposa, viajarem separados em aviões por medo de não sobreviver um familiar ao menos para tocar os negócios e a vida da família.
Há tempos atrás, conversava com um experiente empresário do ramo alimentício , e o mesmo me explicava que quando da venda de sua empresa e de seus sócios, a mesma não fora vendida por que dava prejuízo ou porque era mal administrada ou porque estava quebrada ou sucateada , foi vendida pura e simplesmente por que não tinham preparado os seus sucessores.
Mas cá pra nós, todos nós na nossa posição confortável de expectadores achamos que isso é balela, que é fácil fazer um sucessor, mas paremos, pensemos e percebamos se realmente é simples assim...
Primeiramente, um sucessor, precisa ao menos querer se sucessor num cargo presidencial , e em um mundo repleto de confortos e facilidades, quantos estarão a fim de passar por isso , especialmente os filhos?
Além disso , o possível sucessor tem que ser preparado e hábil (leia-se aqui, formado em cursos voltados a área de gestão de empresas/pessoas/números/entre outros) para ocupar um cargo de diretor (leia-se aqui dono, presidente , entre outros) de uma empresa ( quer ela seja micro, pequena ,média, grande ou gigante , como preferirem ) .
Então, será que preciso ir um pouco mais a frente para vermos se é realmente fácil, “construir” um sucessor? E você já parou para pensar quem será o sucessor de seu empreendimento, quem dará andamento aos seus ideais e legados? Pense nisso .
Um forte abraço e ótima semana
Do amigo
Vanir Predebon
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Afinal de Contas, Dinheiro é tudo ?
um forte abraço
do amigo
Vanir Predebon
Afinal de contas, dinheiro é tudo?
Material extraído da e-zine, vendamais Março de 2009
“Se você toma uma decisão baseado apenas em dinheiro, você tomou uma má decisão”
Walter C. Meloon
Em uma das recentes e-zines, perguntei se vale a pena ganhar mais dinheiro. Muitas pessoas me escreveram contando que receberam propostas de trabalho para dobrar o salário, mas decidiram não aceitar, pois concluíram que não valia a pena.
Alguns por descobrirem que, ao aceitar, precisariam mudar de cidade e mesmo o salário sendo melhor, não seria suficiente para as despesas com as mudanças. Outros porque teriam de abrir mão de sua qualidade de vida, além de muita gente que não aceitou ganhar mais, pois, para isso, iria trabalhar em uma empresa que tinha princípios diferentes dos seus. Também recebi muitos depoimentos de pessoas que aceitaram propostas para ganhar mais e se arrependeram.
Quem não aceitou tomou essa decisão após fazer uma análise, enquanto os que optaram por ganhar mais e depois se arrependeram não analisaram antes de decidir. Por isso, a edição de setembro da Motivação traz uma matéria com diversos especialistas que ensinam como fazer essa pausa e saber exatamente o que e como avaliar antes de optar pelo “sim” ou pelo “não”. O que chamou atenção é o fato de que dinheiro, na maioria das vezes, não é o principal item para a felicidade. Sempre ouço muita gente dizendo que isso é “balela”, que o que importa é o dinheiro, mas através de diversas histórias verdadeiras pude comprovar que o fator “grana” não deve falar mais alto. Pelo contrário, precisamos nos guiar pelos nossos princípios para tomar decisões, pois assim faremos o que realmente nos deixa felizes, o que quase sempre ajuda a ter uma vida financeira melhor.
Coincidência ou não, na semana passada, participei do Congresso Nacional das Relações Empresa Cliente (Conarec), que é o maior da área na América Latina. No encerramento do evento, alguns presidentes de empresas bem-sucedidas contaram suas histórias de sucesso, e a relatada pelo presidente da Mormaii arrancou aplausos emocionados da platéia.
Marco Aurélio Raymundo é um médico que terminou os estudos nos anos 70 e foi morar em uma pequena cidade de Santa Catarina. Chegando lá, além de atender e, muitas vezes, comprar remédios para seus pacientes da comunidade carente, ele começou a costurar roupas apropriadas para surfar no inverno.
A novidade chamou atenção e algumas pessoas começaram a pedir para comprar as roupas. Como os pedidos foram aumentando, ele montou uma pequena confecção e chamou os próprios pacientes para trabalhar. “Decidi começar a pequena empresa para ajudar a comunidade a sair de uma condição muito difícil, e não para ganhar dinheiro, mas crescemos muito e nos tornamos um case de sucesso”, contou o presidente.
Hoje, são 32 empresas licenciadas fabricando itens exclusivos com a logomarca Mormaii, que além de atender a todo o território nacional exporta para aproximadamente 50 países. Apesar do crescimento, a companhia mantém seu estilo original, visando a qualidade de vida dos funcionários e da comunidade. A sede continua instalada na cidade de Garopaba, SC, e emprega diversas famílias. Essa é mais uma história em que dinheiro não é o foco principal e poderia contar muitas outras.
Finalizo por aqui e deixo a seguinte mensagem: antes de pensar em dinheiro, descubra o que realmente faz você feliz. Vá atrás desse sonho e seu sucesso virá como conseqüência!
Um grande abraço e até a próxima semana!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Será esta a causa e a importância para o Deputado Pauletty querer o Aeroporto da Serra em Caxias do Sul?
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Notícia postada pelo portal Leouve Serra: Deputado Pauletty está entre a lista do episódio das "passagens" - 22/04/2009 A chamada "farra das passagens" segue dando o que falar. O episódio no qual Deputados Federais utilzaram sua cota de viagens para terceiros ou fora de atribuições parlamentares, tem novo capítulo. Um levantamento do site Congresso em Foco, revela que 261 deputados usaram a cota de passagens aéreas pagas pela Câmara para viajar ao Exterior. Nesta lista estão 20, dos 31 representantes do Rio Grande do Sul. O deputado da região, Ruy Pauletty, do PSDB, aparece como o segundo entre os que utilizaram este serviço. Ele seria responsável por 15 passagens. Esta notícia esteve veiculada em outras fontes também , inclusive o Jornal Pioneiro. Olá Caros leitores, não é de maneira boa que começo a coluna desta semana, um tanto quanto mal humorada,; não bastasse todos impostos que pagamos, temos mais este episódio. Mas vamos tentar compôr os fatos...para quem não sabe, está em disputa na Serra Gaúcha onde será construído o novo Aeroporto da Serra, aeroporto este com capacidade para podermos dar vasão a nossos produtos e deixar mais perto a comodidade de voar e de pousar em nossa região, mas o que deixa-nos preocupados é o fato que vem a tona esta semana , ( este acima citado ) e também que a disputa do local entre Vila Oliva ( Caxias do Sul ) e Mato Perso ( Farroupilha ) vem causando muita polêmica; polêmica causada talvez pela manipulação do mesmo deputado acima citado na qual em dossiê preparado pelo seu comitê em prol da construção do aeroporto em Vila Oliva caracterizava o valor das terra em Mato Perso valorizado em mais de 10 vezes o seu valor venal , Lideranças da Região tiveram de sair da região para ir para Brasília para ver a discrepância. Mas aí vêm as perguntas: de onde saiu este dossiê, quem pode ter forjado tal documento? Qual o interesse? Ora, sejamos claros e acusemos as partes envolvidas. Esta semana escutei de pessoas que trabalham no CIC daqui, na qual foram os mentores da união dos CIC’s (união esta que originou a CIC’s Serra) para discussões em prol do melhor para a Serra, mas o que fiquei sabendo foi que o CIC de Caxias não quis participar de tal aglutinação, na qual sua condição para tal feito seria serem reconhecidos como idealizadores de tal evento. Fico sabendo também que o Deputado Pepe Vargas está ao lado do movimento inovador; então, qual a causa do Deputado Pauletti e seu compadres quererem o aeroporto em Vila Oliva? Querem um Aeroporto para os Caxienses somente? Pois saibam todos vocês que para qualquer outra cidade fora deste eixo Caxias-Farroupilha não interessará a construção deste “elefante branco” ( sim, se tornará um elefante branco, pois poucos do restante da Serra Gaúcha o utilizarão, e este universo sobe de 450.000 habitantes para mais de 1.100.000 ) por se localizar quase a mesma distância do Aeroporto de Porto Alegre, aeroporto esse Internacional e que tem pista dupla até o mesmo , e outro fator “interessante”, para os caxienses se o aeroporto for localizado em Vila Oliva , terão de se locomover por cerca de 30 km , já se o mesmo for localizado em Mato Perso , o percurso cai para 10 km ..., ora , todo cidadão comum sabe que será prejudicado se o mesmo for construído por aquelas paragens, inclusive os caxienses, estas coisas cansam , enquanto isso nosso dinheiro vai indo para as cucuias , ou seja , para o ar , gasto em mais uma destas farras promovidas pelos poderosos que deveriam realmente defender os interesses da MAIORIA . A Política por estas paragens já tiveram vários episódios como este , quando da construção da BR 116 , que foi literalmente “desviada” para outras paragens, distantes vários quilômetros de seu traçado original, sendo gasto milhares de cruzados ( vai saber que moeda era naquela época ) simplesmente para favorecer alguns em virtude do poder político, os anos passaram , mas a politicagem continua a mesma, resta saber se calaremos diante de mais esta . E saber que este cidadão era o reitor da Universidade em que colei grau ... Ah ia esquecendo , Mato Perso tem infraestrutura asfáltica quase pronta para receber o tal aeroporto, e adivinhem como é a estrada que leva até Vila Oliva ? A Polêmica está lançada e não fujamos da luta. Emails, esclarecimentos, é só enviar para vanir.predebon@gmail.com Forte abraço Do amigo Vanir Predebon |
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O brasileiro é 75,58% mais empreendedor que os outros
Olá amigos, esta semana trago artigo cuja a fonte segue no rodapé, e é um bom norte para reconhecermos nosso potencial empreendedor, na minha opinião , o que precisamos , é ter mais determinação para que os nossos negócios não fechem nos primeiros anos de existência e engrossem as estatísticas de empresas que fecham antes de completar um ano de idade... méritos a colega colunista Joice Lavandoski que me enviou o artigo.
forte abraço e boa leitura a todos
Vanir Predebon
O brasileiro é 75,58% mais empreendedor que os outros
Em 2001, de cada 100 brasileiros, 14 apresentavam perfis empreendedores. Mantivemos esse índice até 2004. Em 2005, o índice baixou para 11 e se manteve até 2006. Em 2007 e agora em 2008, somos 12 empreendedores a cada 100 brasileiros. A Taxa de Empreendedores
A oscilação e o resultado não se devem ao fato dos cidadãos brasileiros terem perdido a essência empreendedora, pois ela persiste, mas pela maneira como o GEM organiza o grupo de países participantes do estudo. Países como Bolívia, Angola, Macedônia e Egito realizaram a pesquisa GEM pela primeira vez neste ano e ocuparam posições entre os dez países com as maiores taxas de empreendedorismo. De qualquer forma, ainda somos os mesmos e ocupamos a 13ª posição no ranking mundial de empreendedorismo.
A TEA brasileira é superior à média dos países observados pela Pesquisa GEM, que foi de 10,48%. A TEA média brasileira de
Considerando a evolução da taxa de empreendedorismo nascente em relação à taxa de empreendedores novos no período de
Deste cenário - que permanece otimista - , os jovens entre 18 e 24 anos são os que mais empreendem. Do total de empreendedores brasileiros, 25% são jovens, o que coloca o Brasil em terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas do Irã (29%) e da Jamaica (28%). Mas a explicação para isso pode não parecer tão deslumbrante. Estes países apresentam baixo nível de distribuição de renda e o jovem é obrigado a entrar cedo no mercado de trabalho para aumentar a renda familiar. Empreendem por falta de empregos formais.
Por necessidade também empreendem a maioria dos brasileiros. Nas últimas pesquisas, mais de 50% dos cidadãos abrem negócios por necessidade, uma forma de driblar a constante crise econômica do País que, embora tenha se atenuado nos últimos anos, ainda é presente e se faz sentir na maioria. Dentre os que empreendem por necessidade, os jovens (28% do total) têm renda concentrada na faixa de um a três salários mínimos e nível de escolaridade de
Já, o jovem empreendedor por oportunidade dispõe de uma renda maior (36% até três salários mínimos; 34% de três a seis salários) e uma escolaridade maior, sendo que 25% estão cursando ou já terminaram o nível superior. Em geral, iniciam seus negócios com atividades mais especializadas. “O jovem universitário, por exemplo, frente à escassez do trabalho formal, abre seu negócio em serviços especializados, tais como contabilidade, apoio jurídico, suporte de informática e outros”, exemplifica Simara Greco, responsável técnica pela pesquisa GEM.
Embora mais qualificados, ainda estão distantes da inovação. O Brasil possui uma das mais baixas taxas de lançamento de produtos novos (desconhecidos para o consumidor) e de uso de tecnologias disponíveis há menos de um ano no mercado. Porém, a pesquisa mostra que 33% dos entrevistados - entre não-empreendedores - comprariam produtos novos e um terço experimentaria produtos ou serviços que usam novas tecnologias. Portanto, caso as empresas invistam em novos produtos, podem conquistar importante fatia do mercado. Oportunidade para verdadeiros empreendedores!
Estes foram alguns dos levantamentos apontados pelo GEM 2008. Em breve, o Sebrae/RS estará disponibilizando em seu site a pesquisa completa para uma melhor análise do cenário empreendedor brasileiro.
Sebrae/R[informativo@sebrae-rs.com.br]
Ivane Fávero
SECRETÁRIA DE TURISMO de Bento Gonçalves
sexta-feira, 27 de março de 2009
O Marketing da Bombacha
( risos ), sim , isso mesmo , abacate... pois faz parte da gastronomia dos Chilenos adicionar abacate a algumas refeições...ao final do artigo vocês entenderão melhor a breve citação e onde queria chegar.
Boa Leitura e aprendizado a todos!
Um forte abraço do amigo
Vanir Predebon
09/02/2009 - Revista Veja - SP
Para uma empresa fazer sucesso no Rio Grande do Sul,
ela tem de ser gaúcha ou, pelo menos, parecer gaúcha
Por: Igor Paulin
O orgulho que os gaúchos têm de sua terra e de suas tradições vai muito além do aspecto folclórico, como logo descobrem as empresas estrangeiras e de outros estados que tentam conquistar o mercado do Rio Grande do Sul: eles de fato dão preferência a produtos autóctones. Essa espécie de protecionismo comercial por razões culturais é uma peculiaridade gaúcha. Nas demais unidades do país, a predileção por marcas locais é mais presente nas classes D e E. No Rio Grande do Sul, abrange também os mais ricos. Um levantamento realizado pela consultoria Nielsen mostra que os segmentos A e B gaúchos consomem 31% dos bens não duráveis fabricados na região, quase o dobro da média nacional. "É o único lugar do Brasil em que os mais bem aquinhoados são grandes consumidores de marcas regionais", diz Ana Carolina Franceschi, coordenadora da pesquisa. Para conviver com essa singularidade, é comum que as empresas forasteiras abracem as tradições locais. Para ganharem a confiança da clientela, algumas chegam mesmo a se passar por gaúchas.
O Magazine Luiza adotou essa estratégia em 2004, ao comprar as 43 unidades das Lojas Arno, então uma rede tradicional do Rio Grande do Sul. No princípio, o nome da Arno foi mantido. Depois, acrescentou-se a nova marca à antiga, duplicidade que permaneceu nos letreiros e anúncios durante um ano, até que a mudança fosse absorvida pelos consumidores. Passada a fase de adaptação, a marca Arno pôde, enfim, ser retirada sem traumas. "As pesquisas que encomendamos indicavam que precisávamos fazer uma conexão com o consumidor gaúcho e que corríamos o risco de perder quase 2 milhões de clientes se mudássemos o nome imediatamente", diz Frederico Trajano, do Magazine Luiza. A manobra deu ótimo resultado. Em menos de cinco anos, o Rio Grande do Sul se tornou o terceiro maior mercado da rede de lojas de eletrodomésticos. "O segredo foi chegar devagarzinho, manter a humildade e jamais comparar a marca nova com a antiga", diz o publicitário Antônio D'Alessandro, que delineou a estratégia do Magazine Luiza no estado.
A rede de supermercados americana Wal-Mart, que em apenas três anos se tornou líder do mercado gaúcho, seguiu outro caminho. Em 2005, a Wal-Mart comprou as marcas Nacional, Big e Maxxi Atacado – e nem sequer cogitou substituí-las pelo seu próprio nome. "Nossa principal preocupação é colocar as mercadorias do estado nas prateleiras", afirma José Oswaldo Leivas, que comanda as operações da rede na Região Sul. Segundo ele, não podem faltar produtos como erva-mate de Ijuí e doces de Pelotas. O Carrefour não mudou de nome, mas também recheou suas gôndolas com produtos locais. "É o lugar onde há mais marcas regionais em nossos estoques", afirma Jairo Fagundes, diretor regional da empresa. No Rio Grande do Sul, o Carrefour oferece mais de 4000 itens produzidos no estado. É uma enormidade. Para efeito de comparação, suas lojas paulistas expõem apenas 2600 mercadorias de origem local. Para tentar estreitar os laços com a clientela, o Carrefour patrocina uma curiosa Escola do Chimarrão, que funciona dentro de um ônibus. De botas, bombachas e chapéu, o especialista Pedro Schwengber roda as sete lojas do Carrefour no estado para dar aulas sobre a bebida. "Posso ensinar as 36 maneiras de preparar o legítimo chimarrão", diz.
A operadora de celulares TIM procura colar sua marca nas tradições dos pampas. Patrocina a Semana Farroupilha e o Movimento Tradicionalista Gaúcho, nos quais os trajes típicos são indispensáveis. A antiga cervejaria Antarctica (hoje AmBev) foi uma das primeiras a perceber essa característica do mercado gaúcho. Comprou uma marca estadual, a Polar, em 1972, e não a extinguiu. Comercializada apenas no estado, a Polar é a segunda cerveja mais vendida entre os gaúchos – perde apenas para a Skol, também da AmBev. Como o chimarrão, a Polar tem um sabor mais amarguinho. Para reforçar ainda mais o elo com o consumidor, lançou no ano passado versões em lata com os símbolos de Grêmio e Internacional, cujas torcidas costumam entoar o grito de guerra "Ah, eu sou gaúcho!".
Ignorar esse aspecto do mercado gaúcho é quase um suicídio. Em 2004, quando inauguraram as primeiras lojas no Rio Grande do Sul, as Casas Bahia utilizaram o mesmo modelo de marketing com o qual conquistaram a clientela do resto do Brasil. Chegaram a ter 27 lojas. O chimarrão entornou. Hoje, a rede tem apenas seis pontos-de-venda no estado. Em meados de 2008, o presidente do grupo, Michael Klein, encomendou uma pesquisa para descobrir as razões do insucesso e alternativas para driblá-lo. Os consultores sugeriram mudanças na roupa do bonequinho do seu logotipo – a troca do chapéu de cangaceiro por um de gaúcho e que ele envergasse também botas e bombachas. O conselho foi ignorado. Talvez o melhor mesmo seja trocar o nome para Casas Rio Grande.
segunda-feira, 9 de março de 2009
(DES)EMPREENDEDORISMO RURAL
Vocês imaginem um agricultor , que tenha uma propriedade com extensão de 24 hectares, boa parte desta terra condenada ao cultivo pois apresenta forte desnível ( esta é a realidade da maioria dos agricultores da Encosta Superior do Nordeste do Rio Grande do Sul ) este mesmo agricultor, quer plantar 3 hectares de parreirais , mas estes não são liberados pelo Ibama mesmo que em seu projeto este calculado o replantio das espécies nativas na área em desnível para melhor aproveitamento da terra.
Será que o bom senso ainda existe?
Um forte abraço e boa semana a todos
Vanir Predebon
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
É Carnaval ( ou melhor, ...já era )
Tenham todos um ótimo “Começo de ano”
É Carnaval
Por Danilo Gentili
O Carnaval é mais do que uma festa. É uma desculpa. Quem quer dar a bunda e reprimi isso, usa o carnaval como desculpa para fazê-lo. Quem tem merda na cabeça, usa o carnaval como desculpa para encher a cara, pegar o carro e matar alguém atropelado. Quem usa droga ou nunca usou mas sempre quis usar, usa o carnaval como desculpa para uma overdose.Comecei o texto dizendo que o carnaval não tinha significado. Retiro o que disse. Descobri o sentido do carnaval: Eles festeja tudo que há de ruim dentro das pessoas. É no carnaval que todos liberam seus demônios. Se o ibope fizesse uma pesquisa sobre "atitudes fdps", com certeza, o pico seria no carnaval. Até prédio desabada ou pega fogo nessa época.Eu sei. Preciso parar de ser ranzinza e começar a enxergar o lado bom das coisas, afinal, o Carnaval é o espetáculo da alegria e do sonho! Como não percebi isso antes?Brasileiros sorrindo, felizes como nunca nos desfiles. Sorrir em um país onde se paga o máximo para não se ter nem o mínimo? Claro! Só o espetáculo do sonho pra providenciar isso!Socialites com pneus e caras apodrecidas pelas plásticas, desfilando semi-nuas, crentes que são as gostosas? Claro! É sonho também!E o que dizer de favelados felizes, que trabalham duro o ano inteiro no barracão da escola de samba, e depois são obrigados a pagar carnê pra desfilar? Poxa! Isso é legal demais! Pagar pra desfilar enquanto seus oito filhos não tem nem leite na mamadeira? É sonho puro!Engraçado. Os favelados trabalham pra escola o ano todo e pagam pra desfilar em um lugar que ninguém vê. Os "artistias" chegam dez minutos antes do desfile, ficam no alto do carro alegórico e ainda ganham uma bolada pra isso. É como se o burro construísse uma charrete para o condutor montar em cima dele. Consegue imaginar uma festa melhor do que o carnaval? Eu não!Ooooo tindolelê!Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumento da nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período....Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos, e até mesmo presidente que roubou nossa poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.Mesmo sabendo o risco que corro, aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do carnaval do que viver no carnaval desse pais.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Uma Fábula para refletir
Mesmo assim, trago a você um texto que circulou pela internet e, dia desses, recebi-o também. Trata-se de uma fábula que reflete muito bem o que acontece em várias empresas. Acompanhe !
Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e dava um duro no trabalho. Ela era produtiva e feliz. O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão e, se ela era produtiva assim mesmo, seria ainda mais se fosse supervisionada.
Para isso, colocou na supervisão uma barata que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência como supervisora. A primeira preocupação dela foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas nas reuniões. Então, a barata contratou uma mosca e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz começou a se lamentar toda aquela movimentação de papéis e reuniões. O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora logo precisou de um computador e uma assistente (a da empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e, a cada dia, tornava-se mais chateada. Então, a cigarra convenceu o gerente marimbondo de que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas o marimbondo, ao rever as cifras, percebeu que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada e famosa consultora, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com várias páginas, que concluía: "Há muita gente nesta empresa!".
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, pois ela andava muito desmotivada e aborrecida.
Você já viu essa história antes? Aproveite o texto e pense nisso!
Um excelente Carnaval a todos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
A Importância do líder no processo de mudança
Leiam e vejam se qualquer semelhança , realmente é mera coincidência, e se possível, não venham com a desculpa de que o artigo é muito longo, e/ou que já ouviu isso em alguma reunião de lideranças, e/ou que não tem tempo para ler, pois quem quiser sobreviver no meio empresarial, não pode fechar os olhos as mudanças que estão acontecendo no mundo ... e nem ao conhecimento que lhes é oferecido sem que faças força ...os méritos do artigo , ao meu amigo Milton Boeira, na qual o mesmo está inserido no folhetim informativo de sua empresa a Sider Dubrasil , diretamente da grande Curitiba .
Tenham todos uma boa Leitura e aprendizado.
Do amigo
Vanir Predebon
Para ser um líder, é preciso comunicar para a mente, para o coração e para as mãos das pessoas. Quando ouvi essa frase de um dos grandes gurus da Franklin Covey, Blaine Lee, em uma conferência da HSM Group, ficou claro que a semente que sempre trouxe comigo de forma empírica não estava indo por caminhos tortuosos. Só faltava mesmo fundamentá-la um pouco melhor, com atitudes no dia-a-dia, porque, muitas vezes, elas se tornam truncadas, quando se tenta colocá-las em prática na liderança de equipes não-lineares.
Temos de entender que a mudança só se faz, ela só acontece, através das pessoas. E elas precisam de informações para terem noção e assumirem adequadamente as suas responsabilidades. Aliás, a responsabilidade é uma via de mão dupla e tem uma importância muito grande em todos os processos das empresas. Mas ninguém percebe isso quando você não comunica. E não estou falando de cartazes, e-mails, memorandos internos ou, ainda, jornais-murais, que, diga-se de passagem, têm suas funções para a comunicação corporativa e são eficazes, na maior parte delas.
Como líderes, ao comunicarmos qualquer informação, desde a mais irrelevante àquela que vai mudar toda a estratégia de trabalho, precisamos estar cientes de que devemos olhar nos olhos de cada um, explicar o porquê das coisas, fazê-los entender a importância que têm em todo o processo e a diferença que teremos no resultado, caso esta comunicação venha recheada de ruídos, sombras ou tempestades. E como fazer isso sem parar os processos, sem fazer com que as pessoas percam em produtividade, sem interromper o trabalho que estão realizando?
Simplesmente perguntando a que horas fica melhor para ela trocar uma idéia com você, dizendo que tem algo importante para decidirem juntos, mas que isso não pode atrapalhar o seu desempenho do dia. Certamente, seu colaborador vai cooperar para encontrar um horário rapidamente e estará na sua sala muito antes do previsto. E o que era para ser um comunicado, pode se tornar uma solução, quando você faz com que as pessoas participem das decisões e opinem sobre elas. A única forma de conquistá-los é com envolvimento.
Estratégia Vencedora
A história mostra que resistir à mudança é quase sempre uma estratégia perdedora. A estratégia vencedora é você se adaptar e se tornar proativo, tentando influenciar o curso da mudança a fim de obter vantagens sobre ela. Foi o que fez a norte-americana Procter & Gamble, que reúne um enorme conglomerado de subempresas, produzindo alimentos, produtos de higiene e limpeza, dentre outros.
Em 2000, ao verificar que o lucro caíra de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,5 bilhões, descobriu que era preciso se reinventar. A mudança foi comandada pelo executivo norte-americano Alan Lafley. E o que ele fez?
Começou descomplicando a administração, que era tida como burocrática. Buscou, também, novos mercados, como o de baixa renda, reduziu o número de categoria de produtos e se concentrou em mercados rentáveis, além de pesquisar a preferência dos consumidores.
A estratégia foi a concentração nos negócios centrais, no qual são líderes mundiais, entendem a tecnologia e possuem marcas líderes. Quatro negócios (cuidado com tecidos, cuidado com bebês, cuidado com cabelos e cuidados femininos) representavam 50% das vendas e mais de 75% dos lucros. Eles se concentraram também nos países centrais, especialmente nos 16 que contribuíam com mais de 80% das vendas, e nos consumidores centrais, ou seja, nos dez maiores que compunham um terço das vendas.
A aproximação com o consumidor foi feita através de técnicas próprias que permitissem que se criasse uma linha direta com o usuário final. Quando esteve no Brasil, por exemplo, o presidente visitou lojas e casas de consumidores, e fez o que chama de “pesquisa da sogra”. Uma vez por ano, organizam uma reunião para os líderes de todos os países e todas as categorias de negócios da companhia, cerca de 200 pessoas. Em uma dessas ocasiões, foram às compras por um dia, cada um com uma seleção de famílias.
Ao ser questionado, em uma entrevista concedida para a revista Focus Online, sobre como fazer com que as novas mudanças de direção não produzam um forte sentido de insegurança entre os funcionários, Alan Lafley, presidente da Procter & Gamble, reconheceu que precisou garantir, a todos, que o propósito de melhorar a vida cotidiana dos consumidores que atendiam, com produtos de marca, com qualidade e valor superiores, não mudaria, assim como os valores: integridade e confiança, propriedade e liderança e paixão pela vitória. Todos sabiam que o propósito, os valores, os princípios, o coração e a alma da companhia permaneceriam intactos. Mas também sabiam que deveriam estar preparados para mudar todo o resto, se a mudança fosse fazê-los mais bem-sucedidos.
Ele contou que alguns líderes não conseguiam mudar. Então foram mudados de lugar. Em alguns casos, eles pediram demissão ou se aposentaram mais cedo, enquanto outros saíram para trabalhar em outras empresas. De modo silencioso, mudaram mais da metade da equipe de liderança. “Quando se trata de qualidades e experiência pessoal, sou um grande defensor de uma mistura de QI e inteligência emocional. A inteligência emocional é extremamente importante em negócios que dependem muito das pessoas”.
Lafley enfatizou, ainda, que na Procter & Gamble trabalham principalmente a partir de equipes no processo de inovação, embora os membros do grupo possam estar em qualquer lugar do planeta. Ele garante que tornar tudo mais simples é o melhor caminho para enfrentar a crescente complexidade do mundo dos negócios. “Ao simplificar tudo dentro da empresa, nós podemos gastar muito mais tempo lá fora, ou seja, com os consumidores, clientes, fornecedores e outros participantes do processo.”
Em 2004, o lucro da empresa saltou para US$ 6,4 bilhões. Em 2007, a companhia registrou lucro líquido de US$ 10,34 bilhões, 19% a mais que em 2006, e receitas de US$ 76,47 bilhões, 12% maiores que as do ano fiscal anterior. No início de 2005, a empresa comprou a Gilette, uma das maiores fabricantes mundiais de aparelhos de barbear, também dona das marcas Oral-B e das pilhas Duracell, por US$ 54 bilhões. A operação é tida como o passo mais ousado em todos os 170 anos de história da organização. A companhia emprega, atualmente, pouco mais de cem mil funcionários ao redor do mundo.
Pessoas, poderes e limites
E o que tiramos de positivo da influência do líder no processo de mudança? Se você quiser ter muito sucesso, ame as pessoas e pense nelas. Mas faça com o coração, porque elas perceberão a sinceridade quando estiverem em sintonia com os seus sentimentos. Lembre-se de que sem envolvimento não existe comprometimento. E o que isso representa? Representa deixar o ego do lado de fora, ter consciência de que a vaidade só atrapalha, saber que um líder não pode se esconder quando as coisas vão mal. Você deve ser transparente, acessível, lembrar que as pessoas gostam de carinho, que também têm egos, mas que você não precisa passar a mão na cabeça delas. Apenas falar a verdade e deixá-las a par dos riscos pode ser uma boa.
Conhecer seus limites, poderes e atribuições, e fazer com que a equipe os conheça melhor que você mesmo, para poder servi-los, sem dúvidas é um excelente ponto de partida para que tenhamos ordens claras com execuções precisas. Afinal, como enfatiza sempre o grande Bernardinho, “Líder é aquele que tem princípios e valores que inspiram as pessoas”. E a comunicação ajuda a criar um ambiente com clima positivo no trabalho. Às vezes, é melhor trabalhar de forma inteligente do que trabalhar mais.
Dizem que saber e não fazer é o mesmo que não saber. Nós, líderes, queremos a cabeça (a inteligência), o coração (as emoções que geram comprometimento) e as mãos (que executam). Está vendo só como é fácil? Quando alguém explica, todo mundo entende.
Dicas para líderes aplicarem com suas equipes:
Estimule a autoconfiança.
Satisfaça necessidades, e não vontades.
Forneça aos liderados o que eles precisam, e não o que eles querem.
Sirva-os, em vez de querer que eles o sirvam.
Certifique-se de que as razões das mudanças são transparentes para todos.
Brigue muito mais por eles, para precisar brigar bem menos com eles;
A diferença de gerenciar e de liderar a mudança
Segundo John Kotter, professor de Liderança da Harvard Business School, gerenciar a mudança é, basicamente, mantê-la sob controle. Em outras palavras, assegurar-se de que as coisas sejam feitas dentro de determinados prazos, que se cumpram certos compromissos e promessas e evitar que o caos seja tão grande a ponto de se tornar incontrolável.
Já liderar a mudança consiste em impulsionar o processo de transformação por meio de algum tipo de resultado interno que todos compreendam. Também significa fazer todo o esforço possível para que a mudança ocorra e seja eficaz.
A maioria das grandes mudanças é produto de 80% de liderança e 20% de gerenciamento. O autor afirma que o problema principal não é manter a mudança sob controle, mas sim impulsioná-la, de tal forma que quebre as resistências e derrube todas as barreiras que impeçam a adaptação da empresa à nova realidade.
Curiosidade
Uma pesquisa sobre clima empresarial realizada pela consultoria Deloitte Touche Tohmatsu mostra que os funcionários de empresas brasileiras estão mais insatisfeitos com a comunicação interna da companhia do que com o próprio salário. Entre 78% e 80% das pessoas dizem ser mal informadas sobre as ações da empresa, enquanto a média de insatisfação com a remuneração é de 60%. Os funcionários querem saber o que seus chefes acham de sua produtividade, além de entender que papel exercem na tarefa de atingir as metas da companhia.
Resolva situações de conflito provocados por resistência a mudanças. Como?
- Invista grande parte do seu tempo conversando com as pessoas sobre a necessidade de mudar.
- Explique o que precisa ser modificado para que entendam a sua participação em todo o processo de mudanças e o que terão de fazer para conservar seus empregos.
- Enfatize que a idade cronológica e o tempo de empresa não têm relação direta com as mudanças.
- Mostre que o crescimento pessoal e profissional e a sobrevivência estão diretamente relacionados à capacidade do indivíduo de se adaptar ao novo e de, principalmente, ser um agente de mudanças.
- Entenda que mudar pode ser fascinante e pode trazer muito mais oportunidades do que você imagina. Mas, você só poderá descobrir isso, se experimentar!
Energia que flui
Em uma entrevista para a revista HSM Management, Peter Senge, pai do aprendizado organizacional, contou como aprendeu uma das lições mais simples e básicas para líderes: descobrir para onde a energia quer fluir e trabalhar com isso. Talvez você esteja se perguntando: “Como assim?”.
Senge relatou: “Anos atrás, quando comecei a lecionar, vi que eu tinha um hábito estranho quando estava diante de um grupo de pessoas. Dentre 25 pessoas atentas, haveria uma de braços cruzados e cabeça baixa. E em quem eu concentrava toda minha atenção? Na pessoa que estava desatenta”.
E qual foi a lição? É preciso ter consciência do problema, ou seja, deixar a pessoa ficar lá e trabalhar. E, claro, ficar lá com aquelas que estão realmente interessadas. É uma das lições mais simples e básicas de todo tipo de liderança em qualquer ambiente: para onde a energia está tentando fluir e como trabalhar com ela.
Sobre o autor
Alessandra Assad
Diretora de redação da revista VendaMais. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é palestrante, professora universitária e colunista de marketing e propaganda. Foi repórter, apresentadora e produtora em televisões e rádios com programas e produções ao vivo e gravadas.






