O Valor das Coisas
Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metro, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora de ponta matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Três dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Olá caros amigos, esta “estórinha” poderia ser apresentada para os leitores desta coluna como mais uma historinha ou case, porém , quero demonstrar aqui outra face desta analogia.
Além da etiqueta de grife e do contexto , o sistema capitalista nos apregoou hoje modismos e tendências que nos condicionam a pensar como querem e não de acordo com nossos anceios, desejos e necessidades, ou seja, se temos plena consciência de que queremos ter um apartamento pequeno, limpo e mobiliado para podermos morar, e realizamos este sonho , alguém vai querer condicioná-lo a casar e ter filhos , para ter que mobiliar o quarto do nenê .
O capitalismo desenfreado e selvagem tem afetado lares e famílias com suas facetas arrogantes, na qual moldam seres de forma cruel e forçada. Atualmente um adolescente tem suas atitudes um tanto rebeldes perante a sociedade que muitas vezes o força e vai moldando este adolescente para que no futuro ele se torne um nerd careta e sem personalidade. Isto reflete na economia e na sociedade .
Este capitalismo ortodoxo é fruto desta abitolação, ou porque você , leitor acha que os imóveis nos Estados Unidos tiveram esta desvalorização toda em pouco tempo , ou será que não era uma bolha que estava inflando a economia? Mas um dia o verdadeiro valor das coisas apareceu e então o sonho americano despencou .
O título da coluna nesta semana , quer demonstrar que a percepção de valor pode ser diferente em lugares diferentes, mas no fim das contas, o valor sentimental é o mesmo. Para todos aqueles que não deram valor ao violinista , devem ter tido uma minoria que daria 1.000 dólares para vê-lo tocar aí mesmo na rua, e o que quero demonstrar esta semana nesta coluna , é que não devemos deixar que moldem nossos pensamentos, e também não quero pregar o anti capitalismo , ou desculpas para vagabundagem , apesar de contas o que está em cheque aqui neste comentário , não é o ganhar dinheiro , e sim , como ganhar.
Capitalismo, ganhar dinheiro , empreendedorismo, não são pecados, mas podemos sim praticá-los com responsabilidade e principalmente percebendo o que realmente tem valor nas coisas que adquirimos para nós e não para agradar ao sistema e aos modismos impostos sobre nós. Pois como já debati em outras colunas , prego empreendedorismo com responsabilidade, produzam bens, serviços e outras beneficies, que você consumiria e que não onerem( leia-se prejudique) seus consumidores
Era isso , espero que não me achem radical demais, hehehe .
Um forte abraço e uma ótima semana
Do amigo
Vanir Predebon







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