terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Valor das coisas

O Valor das Coisas


Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metro, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora de ponta matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Três dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.



Olá caros amigos, esta “estórinha” poderia ser apresentada para os leitores desta coluna como mais uma historinha ou case, porém , quero demonstrar aqui outra face desta analogia.

Além da etiqueta de grife e do contexto , o sistema capitalista nos apregoou hoje modismos e tendências que nos condicionam a pensar como querem e não de acordo com nossos anceios, desejos e necessidades, ou seja, se temos plena consciência de que queremos ter um apartamento pequeno, limpo e mobiliado para podermos morar, e realizamos este sonho , alguém vai querer condicioná-lo a casar e ter filhos , para ter que mobiliar o quarto do nenê .

O capitalismo desenfreado e selvagem tem afetado lares e famílias com suas facetas arrogantes, na qual moldam seres de forma cruel e forçada. Atualmente um adolescente tem suas atitudes um tanto rebeldes perante a sociedade que muitas vezes o força e vai moldando este adolescente para que no futuro ele se torne um nerd careta e sem personalidade. Isto reflete na economia e na sociedade .

Este capitalismo ortodoxo é fruto desta abitolação, ou porque você , leitor acha que os imóveis nos Estados Unidos tiveram esta desvalorização toda em pouco tempo , ou será que não era uma bolha que estava inflando a economia? Mas um dia o verdadeiro valor das coisas apareceu e então o sonho americano despencou .

O título da coluna nesta semana , quer demonstrar que a percepção de valor pode ser diferente em lugares diferentes, mas no fim das contas, o valor sentimental é o mesmo. Para todos aqueles que não deram valor ao violinista , devem ter tido uma minoria que daria 1.000 dólares para vê-lo tocar aí mesmo na rua, e o que quero demonstrar esta semana nesta coluna , é que não devemos deixar que moldem nossos pensamentos, e também não quero pregar o anti capitalismo , ou desculpas para vagabundagem , apesar de contas o que está em cheque aqui neste comentário , não é o ganhar dinheiro , e sim , como ganhar.

Capitalismo, ganhar dinheiro , empreendedorismo, não são pecados, mas podemos sim praticá-los com responsabilidade e principalmente percebendo o que realmente tem valor nas coisas que adquirimos para nós e não para agradar ao sistema e aos modismos impostos sobre nós. Pois como já debati em outras colunas , prego empreendedorismo com responsabilidade, produzam bens, serviços e outras beneficies, que você consumiria e que não onerem( leia-se prejudique) seus consumidores

Era isso , espero que não me achem radical demais, hehehe .

Um forte abraço e uma ótima semana

Do amigo

Vanir Predebon

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Empreendedorismo vai parar na sala de aula no Rio de Janeiro

Empreendedorismo vai parar na sala de aula no Rio de Janeiro

Olá caros amigos, segue uma matéria que saiu no O GLOBO essa semana.A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro vai inserir o empreendedorismo na grade curricular nas escolas públicas.Esse é um dos resultados da Semana Global do Empreendedorismo.Isso é só o começo!! E cá entre nós , deveria ser obrigatório em todo território nacional e há muito tempo.

Escolas terão atividades de EmpreendedorismoEstado ainda avalia qual a melhor metodologia para o projeto, a ser implantado em 2009O empreendedorismo vai virar projeto nas escolas públicas estaduais do Rio. Longe de querer transformar o assunto numa fórmula matemática em sala de aula, a idéia da Secretaria estadual de Educação é, por meio de atividades lúdicas, ensinar alunos do ensino médio a ter uma postura empreendedora.

- O que nós queremos é um cidadão que seja protagonista da sua vida profissional, não importando se ele vai ser empregado de alguém ou se vai ter o seu próprio negócio - disse o subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino, Rafael Martinez.O projeto deve começar a ser executado nos colégios em 2009.

Segundo Martinez, antes é preciso escolher qual a metodologia a ser utilizada. Por isso, uma equipe da secretaria já começou a conversar com profissionais e a visitar instituições para conhecer práticas adotadas em outros lugares com resultados positivos.Para estimular desde já uma conscientização sobre o tema entre alunos e professores, a secretaria vai marcar presença na Semana Global do Empreendedorismo, que acontecerá em novembro, com atividades simultâneas em 54 países. Nas escolas do estado, haverá eventos como palestras e seminários.- São muitos os ganhos de se trabalhar com noções de empreendedorismo nos colégios.Um deles é que o estado está recebendo muitos investimentos, o que gera novas oportunidades a serem aproveitadas por aquelas pessoas que tiverem mais iniciativa - disse o gerente de Educação e Cultura Empreendedora do Sebrae do Rio, Francisco Marins.

A idéia, segundo Martinez, é trabalhar os conceitos, sem transformá-los numa disciplina à parte da grade curricular.

- Todos os alunos gostam de festa junina, por exemplo. Eles poderiam ajudar a organizar essa festa, calculando quantas espigas de milho serão necessárias, vendo o horário e a logística - exemplificou Martinez.

Um forte abraço a todos e boa semana

Do amigo

Vanir Predebon

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Empreendedorismo, Marketing, Serviços e Filantropia

Empreendedorismo, Marketing, Serviços e Filantropia




Olá amigos, constantemente somos bombardeados por ofertas de produtos/bens ou serviços com as mais atrativas propostas para aquisições, porém, sempre que falamos em empreendedorismo, economia tem que ser levada em consideração SEMPRE. Mas..., sempre tem um mas. Não podemos esquecer de princípios, valores, crenças e culturas que são de natureza própria de cada indivíduo.

Às vezes , o contexto das colocações de pequenos conceitos mudam todo o significado de uma filosofia de trabalho, foi o que eu constatei em conversa descontraída com meu cunhado tempos atrás. Debatemos a diferença do conceito de Marketing aplicado de 2 formas distintas na qual, de uma forma mais agressiva em que o marketing é visto como "tudo" e "tudo" é marketing , e por outro lado uma visão como prestação de serviços, porém comercial, em que a visão empregada é "entenda e atenda".

Ora, até aí tudo bem, mas vamos desmistificar e explanar o que me levou a escrever este artigo.

Em tempos de consumismo e ostentação exacerbados, precisamos desenvolver uma capacidade pessoal de perceber o que realmente necessitamos ( neste contexto , implica também nossa felicidade) para não comprar o que não precisamos e depois ter de vender o que temos e nos é útil para pagar o que compramos e não necessitáva-mos. Isso serve também para o empreendedor , saber o que é prioridade para a realidade momentânea , saber ser ético e verdadeiro ao projetar um produto para que o mesmo não transgrida seus princípios e valores , ou seja , como podemos vender alguma coisa que não compraríamos? Portanto cabe a todos nós, empreendedores ou não, desenvolvermos negócios e produtos responsáveis, de caráter benigno e que leve bem estar à sociedade e não um arrependimento em cadeia fazendo com que o "vazio" interior além de continuar presente , transforme a raça humana em seres fúteis e frustrados.

Enfim, a tal economia mencionada no início do artigo, refere-se a descobrir o que você precisa para ser feliz. Cada um de nós tem desejos e anceios pessoais, que devem sim ser levados em consideração, a voz que vem de dentro deve ser escutada, sim , no entanto, um dos homens mais ricos e empreendedores do mundo( revista Forbes o julga o mais rico ), morou na mesma casa que comprou logo após casar-se e cultivou seus hábitos desde aquela época, sempre sentiu muito prazer em ganhar dinheiro, porém julga-se ser feliz justamente com as coisas simples da vida, este homem foi Warrem Buffet , que em 2006 comprometeu-se em doar sua fortuna para a caridade após sua morte, sendo que 85% foram destinados para a fundação Bill e Melinda Gates, fato que ganhou fama como o maior ato de caridade da história.

Portanto no fim de todo este raciocínio, quero demonstrar que o verdadeiro empreendedor é filantropo, não tem como ser diferente , qualquer coisa que não se assemelhe as estes ideais não pode nem deve ser chamado de empreendedorismo, para isso temos outra palavra que define o contrário acima citado, Ganância... a final de contas, vamos todos para o mesmo lugar, não é mesmo? Mas nossa estada e passagem neste Planeta pode ser feita de maneira muito light, na tradução literal da palavra, ou seja , leve, simples e bem vivida.

Ótima semana e um forte abraço do amigo
Vanir Predebon