quarta-feira, 30 de julho de 2008

Os Três Empreendedores

Olá Amigos, esta semana trago para dividir com vocês a parábola dos Três empreendedores, esta chegou ao meu conhecimento, porém não posso fornecer a fonte, pois desconheço o autor, na qual pode parecer ficção, mas nos leva a visualizar certos ambientes que não nos são muito desconhecidos, vale como reflexão e a mensagem inicial é justamente para que possamos fixar estes pequenos ensinamentos, que de forma simples, às vezes nos são mais úteis que muitos anos de faculdade.
“Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo”. (André Gide)
Os três empreendedores
Era uma vez três amigos que resolveram se juntar para montar um negócio. Quem propôs foi Cícero, o mais criativo dos três, que concebeu uma idéia fantástica de negócio, baseado na prestação de serviços para a construção de casas residenciais com alto grau de segurança integrada Construtora Suíno.
Como era natural, Cícero foi eleito o líder do grupo e com o início do empreendimento todos se entusiasmavam com suas idéias inovadoras, sempre usando as mais modernas tecnologias. Ele conseguia inspirar as pessoas e mostrar como o futuro da empresa seria brilhante e próspero. O problema é que o tempo foi passando e as pessoas começaram a se cansar de suas idéias mirabolantes.
Dava a impressão de que ele não conseguia fazer as coisas acontecerem, porque mal começava algo, logo perdia o interesse e desviava sua atenção para uma nova oportunidade. O tempo todo os colaboradores sentiam que a instituição seguia para um caminho diferente, pois Cícero começava algo e não terminava para tomar outra direção totalmente distinta.
No entanto, ele não se deixava abater. Perdido em seus devaneios, justificava a falta de ação com a descrição de cenários futurísticos, aonde sua empresa chegaria se todos se empenhassem. Ao ser questionado por seus sócios sobre sua capacidade de gestão, ele retrucava dizendo que precisava pensar em coisas mais importantes que problemas mundanos do dia-a-dia.
Prático, um dos sócios inconformado com essa postura, colocou-se à frente do negócio, com o apoio irrestrito dos funcionários e do outro sócio, Heitor. Prático não era de ficar pensando arduamente sobre possibilidades, preocupava-se com resultados. Os funcionários sentiram sua força e ficaram animados com a capacidade que ele tinha para colocar idéias em ação. Ele não perdia tempo para nada, extremamente dinâmico e cheio de energia, colocava todos em ação e se incomodava se algo o interrompia.
A cada novo cliente, Prático assumia a tarefa de entregar a casa pronta. Tudo em tempo recorde. Todos estavam muito felizes com a nova gestão. É verdade que surgiam alguns problemas, mas ele os resolvia com rapidez.
Com o tempo, os problemas nas construções começaram a ficar mais freqüentes. Falta de material, colaboradores com pouco treinamento, acabamento malfeito, etc. Os prazos já não eram atendidos com a mesma rapidez, pois se perdia muito tempo refazendo o que havia sido feito com pressa. Para piorar, as primeiras casas que foram entregues na gestão de Prático começaram a dar problemas de infiltração, vazamentos, azulejos soltos entre outros. Prático não se importava em fazer o trabalho novamente, pois continuava a acreditar que o importante era entregar algo, e logo.
Heitor, um dos três sócios, começou a dar sugestões. Afirmava que era melhor fazer uma lista de materiais antes de começar a obra e preferia verificar a qualificação da mão-de-obra antes de envolvê-la na construção. Defendia que tudo sairia mais rápido e com menos erros se houvesse o mínimo de planejamento antecipado. Prático desdenhava os conselhos de Heitor, mas, com o tempo, viu-se forçado a dar razão às suas idéias em função dos resultados alcançados.
Logo, Heitor começou a assumir os projetos, pois ganhava cada vez mais prestígio dentro da empresa. A mesma medida, Prático foi sendo deixado na berlinda, junto de Cícero. Com o poder em mão, Heitor pode utilizar todas as teorias sobre otimização do trabalho e gerenciamento de projetos que havia aprendido na faculdade. Trouxe um senso de segurança e ordem que a empresa nunca havia experimentado. A motivação novamente tomou conta de todos que sentiram como uma gestão profissional é realmente valiosa para as instituições.
Não demorou muito para que Heitor se deixasse levar pelo entusiasmo com o exagero de regras e controles na empresa. Tudo deveria passar por sua aprovação. Nada era feito sem sua assinatura. Uma obra levava, entre a sua contratação e o início das operações, de 9 a 15 meses. Ele não abria mão de nada para reduzir esse tempo. Alegava que o segredo do sucesso da instituição repousava em seu acurado e minucioso planejamento.
Os clientes não viam da mesma maneira. Acabaram se cansando de tanta burocracia, problemas e idéias sem fundamento. Foram, aos poucos, deixando a Suíno para trabalhar com a principal concorrente dela – uma empresa nova chamada Lobo & Cia, que foi prosperando, crescendo e ganhando mercado. Não demorou muito para que ela incorporasse a pequena e deficitária Suíno. Aparentemente, a Lobo & Cia teve mais fôlego e paciência para esperar pela autofagia da Suíno.
E quanto aos jovens empreendedores? Depois de vender o negócio, resolveram tentar a sorte como roteiristas de histórias infantis. Parece que estão se dando bem.
E você, qual dos QUATRO empreendedores aparenta ser?
Um forte abraço e ótima semana
Do amigo
Vanir Predebon

Nenhum comentário: